Estilo de vida

Como Viver uma Vida sem o Estado

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5 min

Viver sem o estado e livrar-se das correntes que ele busca colocar nos indivíduos é o objetivo da Settee. Buscamos não uma revolução violenta, tampouco ignorar o estado, mas sim “jogar o jogo” de olho em oportunidades que tornem esse mundo livre mais próximo e concreto.

Somos, inclusive, uma peça neste tabuleiro. Te apresentamos ao seu “inimigo”, e te ajudamos a tirar vantagem de suas características para ser o mais livre possível. Tudo isso pode parecer bastante paradoxal à primeira vista, então gostaríamos de lhe explicar.

Para nós, recusar a pagar seus impostos não é uma questão de capricho ou preguiça, antes trata-se de uma questão moral (você pode ler sobre isso na nossa crítica ao estado). Viver sem estado é pensar sem fronteiras. Viver sem estado é um passo para longe das figuras paternalistas e autoritárias, um passo em direção a tomar de volta nossas vidas. Liberdade e independência são, neste caso, palavras-chave. Viver sem estado significa estar consciente e ter responsabilidade por suas próprias ações e viver a vida de acordo com suas convicções.

Mas você é realmente livre? Você é seu próprio mestre?

A questão pode parecer banal: “é claro que sou meu próprio mestre”. Entretanto, se pensar um pouco mais, poderá chegar a uma conclusão diferente. Há poucas pessoas que são verdadeiramente os mestres de suas próprias vidas. Não é uma questão de poder fazer aquilo que se quer, de dinheiro, ou de controle do futuro; antes tem a ver com ninguém podendo obrigá-lo a fazer certas coisas.

Precisa de exemplos?

  • Se você está sofrendo com uma doença ou se simplesmente não quer continuar vivendo, você poderia pôr fim à sua vida? Na maioria dos países isso não seria possível.
  • Dependendo de onde vive, você não poderá escolher livremente com quem compartilhar sua vida, pelo menos não oficialmente. Casar com alguém do mesmo sexo pode não ser possível.
  • Você pode expressar suas opiniões livremente? Dependendo de onde vive, pode haver uma enorme quantidade de coisas que não se pode dizer.
  • Você precisa falar esta ou aquela língua, não pode falar nenhuma outra, tem que usar o cinto de segurança, não pode se vestir deste ou daquele jeito, não pode dizer se você acredita ou não nisto ou naquilo.
  • Você é livre para decidir o que faz com seu tempo, dinheiro e posses? Se você pensa que é, você está enganado. O estado sempre estará lá para dizer o que você pode ou não fazer.
  • Talvez pense que possa educar seus filhos da maneira que achar melhor? Quase sempre esse não é o caso. O estado não confia em seus cidadãos e quer controlar a educação de nossas crianças.

O estado e a civilização nos prenderam com a promessa de Estado de Bem Estar Social e cultura consumista. Muitas pessoas não têm problema algum com isso. Para o resto de nós, a filosofia da Settee pode ser o caminho a seguir.

O paradoxo de viver e se libertar do estado

Viver sem estado não significa viver sem riscos; significa colocar seus direitos individuais acima das obrigações locais impostas pelo governo e escolher, entre os muitos países, aquele que melhor se adequa ao seu modo de vida e modo de ver o mundo.

Há duas categorias para aqueles que vivem sem estado.

Por um lado, há aqueles sem estados, pessoas que não são cidadãos de nenhum país e não possuem documentos. Na verdade, eles não possuem nenhum direito. Nesse caso, você não é livre. Você não vive uma vida livre do estado; ao contrário, você depende dele mais do que nunca. Sem um passaporte, você não pode deixar o país. Se você não é cidadão de nenhum estado, eles irão recusar a você muitos dos seus direitos.

Pelo outro, há aqueles que possuem documentos, cidadãos dos países modernos. Quanto mais democrático e bem conectado o país é com o resto do mundo, mais direitos você terá e mais fácil será para você viajar. Nesse caso, você tem os mesmos direitos das pessoas ao seu redor.

Entretanto, quando você tem uma nacionalidade (dependendo de onde você viva), isso não apenas vem com direitos; vem com uma pilha de obrigações. Por exemplo, há a obrigação de compartilhar uma boa parte do seu dinheiro com o estado, pagar por serviços que você não usa, ou até mesmo proteger o país e dar a sua vida por ele em uma guerra.

“Você deveria se sentir sortudo. Ao menos nasceu em um país rico e democrático”

Sim, estamos muito felizes pelas oportunidades que nos foram dadas, mas não queremos ficar nesta cela dourada.

Vemos coisas que funcionam e outras que não funcionam; não queremos ficar aqui com nossos braços cruzados, nem nos consolar com o fato de que outros estão em uma situação pior. Sem dúvida, se você tem que escolher entre ser alguém sem documento ou viver como o cidadão de um país, optaria pela última opção. Mas então podemos pensar: quem disse que você precisa parar por aí? Que outras opções existem?

Bem, a verdade é que você não tem apenas que escolher entre não ter documentos ou ser um cidadão de um estado: você pode escolher residir ou ser cidadão de vários estados, ou ter cidadania (ou um status similar, como um visto permanente) em países que te tratam melhor, lugares onde pode viver como deseja e ninguém pode forçá-lo a fazer algo que vá contra os seus princípios (de acordo com a teoria das bandeiras).

O ideal da Settee não é renunciar a sua cidadania e passaporte, mas diversificar suas opções, vistos e nacionalidades.

Viver sem estado é um caminho em evolução

O nacionalismo ainda é forte. Como todos os exemplos de fanatismo, ele tenta mostrar provas irrefutáveis de suas ideias totalmente errôneas e mal orientadas. Você não deve nada a ninguém: nem à sua família, nem às suas ideias e opiniões passadas. Você deve tudo a si mesmo. A vida é sua; você não tem outra vida. Viva a vida ao máximo.

“Terra natal” não existe; todo o protecionismo e divisão do mundo ao nosso redor em categorias de “nós” e “eles” ou “os de dentro” e “os de fora” só traz problemas. Não seja enganado: estrangeiros, “forasteiros”, não tiram nada de ninguém; eles têm tanto direito de viver nessa Terra quanto você.

Viver sem um estado é um processo que significa distanciar-se pouco a pouco desses conceitos dos quais nos alimentamos por tanto tempo, não importa o quão românticas sejam as ideias de terra natal, grupos ou comunidades. É a segunda luta pela nossa independência pessoal, similar à quando saímos da casa de nossos pais e começamos a ter o controle de nossas próprias vidas.

Você quer ser livre do estado? Se a resposta é um alto e bom sim, então se inscreva aqui para receber nosso conteúdo. Aqui, nós te mostraremos o caminho que seguimos e como você pode segui-lo também se você quer viver sua vida em liberdade. Nós lhe diremos como você pode alcançar esse objetivo do ponto de vista econômico (como sustentar a si mesmo) e de um ponto de vista mais administrativo (os passos que você pode dar para viver em outros países).

E é claro, ficaríamos felizes de ouvir suas opiniões sobre “o paradoxo do estado”. Então, por favor, comente abaixo.

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