5 países para obter segunda residência como empreendedor

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Publicado:
22/9/2026
Última Atualização:
22/9/26
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5 países para obter segunda residência que empreendedores deveriam considerar

Este artigo foi traduzido e adaptado a partir do conteúdo do nosso parceiro Singabiz.

Para muitos brasileiros, morar fora ainda parece uma decisão definitiva: vender tudo, mudar de país e reconstruir a vida do outro lado do mundo.

Mas uma segunda residência não precisa funcionar assim.

Para um empreendedor, ela pode ser simplesmente uma forma de criar opções antes de precisar delas.

Ter o direito de morar em outro país pode facilitar uma mudança futura, abrir acesso a novos mercados e sistemas bancários, proteger a mobilidade da família e até fazer parte de uma estratégia de reorganização fiscal.

E você não precisa necessariamente abandonar o Brasil no momento em que obtém essa residência.

É justamente por isso que esse tipo de planejamento tem ganhado espaço entre empresários, investidores e profissionais que trabalham internacionalmente: a residência deixa de ser apenas um documento migratório e passa a funcionar como um plano B.

Só que nem todas as opções entregam a mesma coisa.

Alguns países exigem meses de presença física todos os anos. Outros oferecem residência flexível, mas tributam a renda mundial. Há programas baratos para obter, mas difíceis de manter e alternativas mais caras que oferecem um ecossistema empresarial muito mais completo.

Neste artigo, selecionamos cinco países que podem fazer sentido para empreendedores brasileiros, dependendo do objetivo.

Antes de escolher: obter uma residência no exterior não é o mesmo que fazer a saída fiscal do Brasil

Obter uma residência legal em outro país, seja nos Emirados Árabes Unidos, Panamá ou no Paraguai, não faz com que você deixe automaticamente de ser residente fiscal brasileiro.

Enquanto você continuar enquadrado como residente fiscal no Brasil, as regras brasileiras continuam relevantes para sua renda, investimentos e empresas mantidas no exterior.

Por isso, existem duas decisões diferentes:

Residência migratória: determina onde você possui autorização para morar.

Residência fiscal: determina quais países podem tributar sua renda e patrimônio de acordo com suas próprias regras.

Uma segunda residência pode existir simplesmente como plano de contingência. Mas, se o objetivo também for reduzir impostos ou transferir sua residência fiscal, será necessário planejar a outra ponta da operação que inclui, quando aplicável, a saída fiscal do Brasil.

Com isso em mente, vamos às opções.

1. Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos se tornaram um dos principais destinos para empresários, investidores e profissionais de alta renda que desejam construir uma base internacional.

Neste artigo, vamos olhar principalmente para Dubai, um dos sete emirados que compõem os EAU e, na prática, o mais utilizado por empreendedores estrangeiros.

A cidade reúne infraestrutura empresarial, bancos internacionais, conexões aéreas com praticamente todo o mundo e um dos maiores ecossistemas de empresas e profissionais estrangeiros da região. O inglês é amplamente utilizado no dia a dia e nos negócios, o que facilita bastante a adaptação de quem chega de fora.

Dubai também oferece uma combinação difícil de encontrar em outras jurisdições: alta qualidade de vida, segurança, ambiente internacional e tributação pessoal extremamente baixa.

Por que os Dubai podem ser interessantes para um empreendedor?

O principal atrativo está na possibilidade de reunir, no mesmo lugar, residência, empresa e infraestrutura bancária internacional.

Para quem possui negócios digitais, presta serviços internacionalmente ou recebe de clientes em diferentes países, Dubai pode deixar de ser apenas uma segunda residência e se transformar na base principal da estrutura.

Entre os principais benefícios estão:

  • 0% de imposto de renda pessoal;
  • ausência de tributação pessoal sobre ganhos de capital na maioria dos casos;
  • infraestrutura bancária e financeira desenvolvida;
  • grande conectividade internacional;
  • possibilidade de constituir empresas em Free Zones ou Mainland;
  • diferentes modalidades de residência para empresários, freelancers e investidores;
  • possibilidade de patrocinar a residência de familiares em diversas categorias;
  • inglês amplamente utilizado;
  • elevada qualidade de vida e segurança, refletidas no 15º maior IDH do mundo, com pontuação de 0,940. 

A população dos Emirados é fortemente internacional, com expatriados superando os cidadãos locais, e Dubai foi estruturada justamente para receber profissionais e empresas de diferentes partes do mundo. Isso significa que é perfeitamente possível trabalhar, estudar e realizar grande parte da vida cotidiana em inglês.

Como obter residência?

Existem diferentes caminhos, depende da sua profissão, patrimônio e de como pretende utilizar os Emirados. Os principais são:

  • Residência para freelancers e profissionais autônomos

Para consultores, programadores, designers e outros profissionais independentes, uma das opções é obter autorização para trabalhar como freelancer ou autônomo.

A modalidade oficial de Green Residence para trabalhadores autônomos oferece uma residência de 5 anos, renovável e sem necessidade de um empregador como patrocinador. Para essa categoria, é necessário possuir uma autorização de trabalho autônomo, formação mínima exigida e comprovar renda anual de pelo menos AED 360 mil nos dois anos anteriores (aproximadamente US$ 98 mil) ou demonstrar capacidade financeira suficiente durante a estadia.

Também existem estruturas de freelancer vinculadas a determinadas Free Zones, com licenças e requisitos próprios.

Por isso, essa modalidade pode ser particularmente interessante para quem já trabalha remotamente e quer transformar Dubai em sua base pessoal sem necessariamente constituir uma operação empresarial maior.

  • Residência por meio de uma empresa

Para empresários, um dos caminhos mais utilizados é abrir uma empresa nos Emirados.

De forma simplificada, existem duas grandes alternativas:

  • Free Zone Company: normalmente escolhida por negócios com foco internacional, operações digitais e empresas que não dependem principalmente do mercado interno dos Emirados.
  • Mainland Company: costuma fazer mais sentido para empresas que desejam atuar diretamente no mercado local e contratar ou comercializar dentro dos EAU de forma mais ampla.

A constituição da empresa pode permitir que o empresário patrocine sua própria residência e, dependendo da estrutura, também a de familiares e funcionários.

Essa combinação é uma das razões pelas quais Dubai se tornou tão interessante para empresários internacionais: a empresa não serve apenas para faturar; ela também pode se transformar na base da residência do proprietário.

  • Golden Visa para investidores

Para quem possui patrimônio maior e busca uma solução de longo prazo, existe o Golden Visa.

Investidores imobiliários que possuam um ou mais imóveis nos Emirados com valor total de pelo menos AED 2 milhões (aproximadamente US$ 545 mil) podem se qualificar para residência de 10 anos, desde que cumpridos os demais requisitos.

O Golden Visa permite morar, trabalhar e investir nos Emirados sem depender de um patrocinador e também possibilita incluir familiares.

Preciso morar em Dubai o ano inteiro?

Não.

Essa é outra vantagem para empresários que passam boa parte do ano viajando.

Quem tem as residências Golden, Green e Blue, pode permanecer mais de seis meses fora dos Emirados sem perder automaticamente o status enquanto a residência continuar válida.

Mas é importante separar duas coisas:

manter o visto de residência e ser considerado residente fiscal dos Emirados.

Para fins fiscais domésticos, uma pessoa pode se tornar residente pelos critérios previstos na legislação dos EAU, incluindo o teste de 183 dias em um período de 12 meses e, em determinadas circunstâncias, critérios envolvendo 90 dias combinados com residência, trabalho ou negócios no país. 

Para certificados destinados à aplicação de tratados tributários, as regras podem ser mais específicas; a Federal Tax Authority informa, por exemplo, a exigência de 183 dias para pessoa física em pedidos de certificado para fins do tratado.

Então é possível manter determinadas residências com pouca presença, mas isso não significa automaticamente obter residência fiscal para todos os efeitos.

E os impostos?

Esse é um dos maiores atrativos de Dubai.

Para pessoas físicas, os Emirados não cobram imposto de renda pessoal. Assim, salários e grande parte dos rendimentos pessoais não sofrem IR local.

Para um empresário brasileiro que efetivamente transfere sua residência fiscal para os Emirados, isso pode representar uma diferença enorme em relação ao sistema brasileiro.

Existe ainda um ponto particularmente relevante: Brasil e Emirados Árabes Unidos possuem um acordo em vigor para evitar dupla tributação sobre a renda, promulgado pelo Decreto nº 10.705/2021. A aplicação do tratado depende, naturalmente, do enquadramento e da residência fiscal efetiva de cada pessoa.

E as empresas? Dubai ainda é “tax free”?

Aqui é importante atualizar uma ideia que ainda aparece em muitos conteúdos antigos.

Os Emirados introduziram um imposto corporativo federal, que já está em vigor.

Para empresas sujeitas ao regime padrão, a regra geral é:

  • 0% sobre os primeiros AED 375 mil de lucro tributável;
  • 9% sobre o lucro tributável que ultrapassar AED 375 mil.

Isso não significa, porém, que todas as empresas em Free Zones passaram a pagar 9%.

Empresas qualificadas dentro das Free Zones podem continuar aproveitando 0% sobre “Qualifying Income”, desde que cumpram os requisitos do regime. Rendimentos que não se enquadrem como qualificados podem ser tributados em 9%.

É justamente por isso que a escolha entre Mainland e Free Zone, o tipo de atividade, onde estão os clientes e de onde vem a receita passaram a ser ainda mais importantes.

Além do imposto corporativo, os Emirados possuem IVA de 5%, aplicável conforme as regras locais de VAT.

Portanto, enquanto Dubai continua sendo uma jurisdição de tributação extremamente competitiva, é mais correto falar em um planejamento para reduzir legalmente a carga tributária do que simplesmente dizer que qualquer empresa aberta ali paga zero.

Dubai como “one stop shop” internacional

Para alguns empresários, essa talvez seja a maior vantagem.

É possível utilizar Dubai simultaneamente como:

  • local de residência;
  • sede empresarial;
  • centro bancário;
  • base para investimentos;
  • ponto de conexão internacional;
  • e local para a família viver.

Isso reduz a necessidade de montar cada “bandeira” em uma jurisdição diferente e pode simplificar bastante uma estrutura internacional.

Além disso, os Emirados permitem até 100% de propriedade estrangeira em diversas atividades, possuem baixa restrição à movimentação de capitais e oferecem diferentes incentivos para investidores internacionais.

Pontos de atenção

Dubai também tem desvantagens.

O custo de vida e de manutenção da estrutura pode ser significativamente maior do que em opções como Paraguai ou Panamá. Segundo o Expatistan, uma pessoa solteira gasta em média cerca de US$ 4 mil por mês, enquanto uma família de quatro pessoas chega a aproximadamente US$ 6 mil. A plataforma estima que o custo de vida na cidade seja cerca de 66% maior que em São Paulo.

Por outro lado, para profissionais e empresários de alta renda, a ausência de imposto de renda pessoal pode compensar parte dessa diferença, dependendo da renda e da estrutura fiscal de cada pessoa.

Além disso, licenças empresariais precisam ser renovadas, processos bancários exigem compliance detalhado e empresas podem precisar demonstrar substância e cumprir obrigações contábeis e fiscais.

O clima também pesa para algumas pessoas: os meses de verão são muito quentes, o que leva muitos expatriados a passar parte dessa época fora do país.

Ainda assim, para quem possui renda internacional suficiente para absorver esses custos, Dubai oferece algo que poucas jurisdições conseguem reunir no mesmo lugar: baixa tributação pessoal, residência flexível, infraestrutura empresarial, bancos, segurança e conexão com praticamente todo o mundo.

Indicado para: empresários, investidores e profissionais com renda internacional que procuram uma base global com baixa tributação pessoal e possibilidade de concentrar residência, empresa e bancos em uma mesma jurisdição.

2. Malásia

Para quem olha para a Ásia, a Malásia oferece uma combinação difícil de encontrar: infraestrutura moderna, custo de vida relativamente competitivo e acesso fácil aos principais mercados do Sudeste Asiático.

Localizada entre a Tailândia e Singapura e muito próxima da Indonésia, a Malásia permite acessar algumas das economias mais importantes da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) sem assumir o custo de viver em centros como Singapura.

Kuala Lumpur, em particular, combina hospitais, escolas internacionais, sistema bancário desenvolvido e um dos principais hubs aéreos da região. 

Por que a Malásia pode ser interessante para um empreendedor?

A Malásia pode funcionar como uma base asiática para empresários que querem acessar mercados como Singapura, Indonésia, Tailândia, Vietnã e China sem assumir os custos de viver em alguns dos maiores centros financeiros da região.

Entre seus principais atrativos estão:

  • custo de vida competitivo: segundo o Expatistan, Kuala Lumpur é atualmente cerca de 15% mais barata que São Paulo e aproximadamente 62% mais barata que Singapura.
  • inglês amplamente utilizado.
  • boa infraestrutura: além de uma ampla rede de aeroportos, portos e transporte, a Malásia ficou na 26ª posição mundial no Logistics Performance Index mais recente do Banco Mundial.
  • serviços de saúde desenvolvidos: o país possui uma indústria consolidada de turismo médico, apoiada pelo Malaysia Healthcare Travel Council e por hospitais voltados ao atendimento internacional.
  • localização estratégica: além de fazer fronteira terrestre com Tailândia e Singapura, está próxima de Indonésia, Vietnã e outros grandes mercados da ASEAN.
  • forte conectividade aérea: o KLIA oferece voos diretos para mais de 140 destinos e funciona como um dos principais hubs entre Sudeste Asiático, China, Oriente Médio e, cada vez mais, Europa.

Essa combinação faz da Malásia uma alternativa interessante para quem quer uma base asiática com infraestrutura de país desenvolvido, mas com custos significativamente menores do que Singapura

Como obter residência?

Uma das opções mais conhecidas é o Malaysia My Second Home, ou MM2H, programa voltado a estrangeiros que desejam manter residência de longo prazo no país.

Atualmente, existem quatro categorias principais:

  • Silver: residência de 5 anos, com depósito fixo de US$ 150 mil;
  • Gold: residência de 15 anos, com depósito de US$ 500 mil;
  • Platinum: residência de 20 anos, com depósito de US$ 1 milhão;
  • SEZ/SFZ: residência de 10 anos vinculada a zonas econômicas ou financeiras especiais, com depósitos a partir de US$ 32 mil para pessoas com 50 anos ou mais e US$ 65 mil para candidatos entre 21 e 49 anos.

O programa também exige a compra de um imóvel. O valor mínimo atualmente começa em RM 600 mil, cerca de US$ 147 mil, na categoria Silver, sobe para RM 1 milhão, cerca de US$ 245 mil, na Gold, e RM 2 milhões, aproximadamente US$ 490 mil, na Platinum

Existe ainda uma diferença importante para empreendedores. Apenas a categoria Platinum autoriza diretamente atividades de trabalho, negócios e investimentos sob o próprio MM2H. Nas categorias Gold, Silver e SEZ/SFZ, é necessário obter as autorizações correspondentes caso o residente queira trabalhar ou operar uma empresa localmente.

Para profissionais remotos, existe também o DE Rantau Nomad Pass, criado especificamente para freelancers, trabalhadores remotos e contratados independentes que desejam passar um período no país sem necessariamente entrar no MM2H.

Preciso morar na Malásia?

Sim.

Os participantes precisam permanecer na Malásia por pelo menos 90 dias acumulados por ano. Para candidatos mais jovens, entre 21 ou 25 anos, dependendo da categoria, e 49 anos, esse requisito pode ser cumprido pelo titular principal ou por seus dependentes.

Isso torna o programa menos adequado para quem procura uma residência para obter sem a pretensão de utilizar, mas para aqueles que vão, é uma das com presença física mais flexível da lista por ainda permitir passar cerca de nove meses do ano fora do país.

No entanto, ela perde para alternativas como Paraguai ou determinados programas das Filipinas, que podem exigir uma presença ainda menor.

E os impostos?

A Malásia oferece um tratamento interessante para quem possui renda internacional, mas é importante entender a regra atual.

Rendimentos gerados dentro da Malásia estão sujeitos ao imposto de renda local, com alíquotas progressivas que chegam a 30% para pessoas físicas residentes.

A renda proveniente do exterior e recebida na Malásia também entrou no escopo do imposto. Entretanto, pessoas físicas residentes contam atualmente com uma isenção para determinadas rendas estrangeiras até 31 de dezembro de 2036, desde que sejam cumpridas as condições previstas na legislação.

Além disso, renda mantida no exterior e não remetida à Malásia não é atualmente considerada renda recebida no país para esse fim.

Para um empreendedor com negócios internacionais, isso pode criar uma estrutura fiscal interessante, mas o tratamento depende da origem da renda, de onde o trabalho é efetivamente realizado e de como os valores chegam à Malásia.

Um profissional que trabalha fisicamente da Malásia para uma empresa estrangeira, por exemplo, não deve assumir que seu salário é automaticamente renda estrangeira. O trabalho executado no país pode ser considerado renda de fonte malaia.

Pontos de atenção

O MM2H ficou mais exigente nos últimos anos. Hoje, além do depósito bancário, o programa exige investimento imobiliário e pelo menos 90 dias de presença por ano, o que reduz sua atratividade para quem procura apenas um Plano B sem intenção de criar vínculos com o país.

Também é importante escolher corretamente a categoria. Enquanto a Platinum permite trabalhar e desenvolver atividades empresariais, as demais modalidades do MM2H não concedem automaticamente esse direito.

Por outro lado, para quem realmente pretende utilizar a Ásia como base, a Malásia oferece uma combinação difícil de replicar: uma capital com custo de vida mais competitivo do que outros grandes centros da região e uma posição estratégica para acessar mercados do Sudeste Asiático. 

Ideal para: empreendedores e famílias que pretendem estabelecer uma base real no Sudeste Asiático e valorizam infraestrutura, conectividade internacional e custo de vida inferior aos principais hubs da região.

3. Panamá

O Panamá atrai empresários e investidores internacionais há décadas, principalmente por combinar tributação territorial, economia dolarizada, sistema bancário internacional e localização estratégica entre América do Sul, América Central e Estados Unidos.

Para um brasileiro, existe ainda a vantagem da proximidade. A Cidade do Panamá está a poucas horas de voo do Brasil e o Aeroporto Internacional de Tocumen funciona como um dos principais hubs da América Latina, com conexões para mais de 90 cidades das Américas e da Europa. Em 2026, Tocumen apareceu entre os três aeroportos com maior conectividade internacional da América Latina e Caribe.

Por que o Panamá pode ser interessante para um empreendedor?

O principal atrativo é a possibilidade de combinar residência relativamente flexível com tributação territorial e acesso a um centro financeiro internacional.

Entre seus principais benefícios estão:

  • renda estrangeira isenta de imposto de renda local, desde que seja efetivamente considerada de fonte estrangeira;
  • economia dolarizada, reduzindo a exposição cambial para quem já recebe ou investe em dólar;
  • sistema bancário internacional consolidado;
  • localização entre América do Sul e América do Norte;
  • excelente conectividade aérea;
  • diferentes caminhos para residência, inclusive por investimento, trabalho e aposentadoria;
  • baixa exigência de presença para manutenção de determinadas residências;
  • ambiente econômico mais livre que o brasileiro. No Índice de Liberdade Econômica de 2026, o Panamá ficou em 63º lugar, enquanto o Brasil ocupou a 134ª posição.

Além disso, o país continua sendo um centro relevante para estruturas patrimoniais, empresas internacionais e serviços financeiros.

Como obter residência?

O Panamá possui diversas categorias. Para brasileiros, uma das mais conhecidas é a residência para cidadãos de Países Amigos, já que o Brasil faz parte da lista oficial de nacionalidades elegíveis.

Essa categoria dá direito à residência provisória de dois anos e permite posteriormente solicitar a residência permanente. Entre as formas de comprovar o vínculo econômico estão:

  • emprego: contrato de trabalho com uma empresa panamenha, observadas também as regras de autorização de trabalho;
  • imóvel: investimento de pelo menos US$ 200 mil em imóvel qualificável;
  • depósito bancário: pelo menos US$ 200 mil em depósito a prazo fixo por três anos.

Abrir uma empresa panamenha pode fazer parte da estratégia de um empresário, mas a constituição da empresa, sozinha, não substitui os requisitos migratórios atuais.

Para quem possui maior patrimônio e deseja ir diretamente para uma residência permanente, existe também a categoria de Investidor Qualificado. Atualmente, as principais alternativas incluem:

  • US$ 300 mil em imóveis;
  • US$ 500 mil em valores mobiliários panamenhos;
  • US$ 750 mil em depósito bancário a prazo fixo.

Em regra, o investimento precisa ser mantido por pelo menos cinco anos.

Outra rota bastante conhecida é a de Jubilado/Pensionado, destinada a quem consegue comprovar pensão ou aposentadoria vitalícia de pelo menos US$ 1.000 por mês.

Cidadãos italianos também podem contar com uma categoria específica decorrente do acordo entre Panamá e Itália.

Preciso morar no Panamá?

Uma das grandes vantagens é que manter a residência migratória não exige necessariamente passar metade do ano no país.

A legislação permite cancelar a residência de estrangeiros que permaneçam mais de dois anos consecutivos fora do Panamá, salvo exceções autorizadas. Na prática, isso significa que quem utiliza a residência como Plano B precisa retornar ao país antes de completar esse período de ausência.

Mas a exigência é diferente para quem quer ter a residência fiscal no Panamá.

Para ser reconhecido como residente fiscal panamenho, entram outros critérios, incluindo, em muitos casos, a permanência de mais de 183 dias no território durante o ano, além de outros fatores previstos pelas regras locais.

E os impostos?

O país aplica o princípio da territorialidade. Pessoas físicas residentes e cidadãos são tributados principalmente sobre rendimentos considerados de fonte panamenha. Rendimentos efetivamente produzidos fora do território, em regra, não estão sujeitos ao imposto de renda panamenho.

Para renda de fonte panamenha, as alíquotas pessoais atuais são:

  • até US$ 11 mil por ano: 0%;
  • de US$ 11 mil a US$ 50 mil: 15% sobre a parcela tributável;
  • acima de US$ 50 mil: alíquota marginal de 25%.

Isso pode ser especialmente interessante para empresários, investidores e profissionais cuja renda venha predominantemente de outros países.

Mas o mesmo cuidado das outras residências continua valendo para brasileiros: obter a residência panamenha não encerra automaticamente sua residência fiscal no Brasil. Enquanto você continuar residente fiscal brasileiro, as regras brasileiras continuam aplicáveis aos seus rendimentos e estruturas internacionais.

Pontos de atenção

O sistema bancário internacional é um dos atrativos do Panamá, mas também exige documentação detalhada. Abertura de contas, principalmente para não residentes ou estruturas internacionais, normalmente envolve comprovação da origem dos recursos, atividade profissional e finalidade da conta.

As opções de residência também variam bastante em custo. Enquanto algumas dependem de vínculo laboral ou aposentadoria, as rotas de investimento podem exigir de US$ 200 mil a US$ 750 mil.

Além disso, morar na Cidade do Panamá pode custar mais do que muitos brasileiros imaginam. Segundo as estimativas atuais do Expatistan, o custo mensal fica em torno de US$ 2.147 para uma pessoa e US$ 3.929 para uma família de quatro pessoas, cerca de 13% acima de São Paulo.

Por outro lado, para quem busca uma base nas Américas, o país oferece uma combinação difícil de encontrar: renda estrangeira potencialmente isenta, dólar, bancos internacionais, baixa exigência de presença migratória e um dos principais hubs aéreos da região.

Ideal para: empresários, investidores e famílias que querem uma segunda residência próxima do Brasil e dos Estados Unidos, com tributação territorial, infraestrutura financeira internacional e flexibilidade para manter o status sem precisar morar continuamente no país.

4. Filipinas

As Filipinas são uma opção menos conhecida entre os brasileiros, mas oferecem uma combinação bastante interessante para quem procura uma residência permanente na Ásia sem obrigação de passar parte significativa do ano no país

O arquipélago está inserido em uma das regiões economicamente mais dinâmicas do mundo, próximo a mercados como China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Singapura e outros países do Sudeste Asiático.

Outro ponto que facilita bastante a adaptação é o idioma. Inglês e Filipino são os idiomas oficiais do país, com o inglês sendo amplamente utilizado em negócios, educação e serviços públicos.

Por que as Filipinas podem ser interessantes para um empreendedor?

Um dos principais diferenciais está na combinação entre baixo custo de vida, tributação territorial para estrangeiros e uma rota de residência permanente com pouca exigência de presença física.

Entre os principais atrativos estão:

  • custo de vida competitivo: segundo o Expatistan, Manila está atualmente cerca de 29% mais barata que São Paulo, enquanto os custos com habitação são aproximadamente 17% menores, com despesas mensais estimadas em torno de US$ 1.400 para uma pessoa e US$ 2.600 para uma família de quatro pessoas. ;
  • inglês como idioma oficial, reduzindo a barreira de adaptação e facilitando negócios e processos administrativos;
  • tributação territorial para estrangeiros: residentes estrangeiros são tributados apenas sobre rendimentos considerados de fonte filipina;
  • possibilidade de residência permanente por investimento;
  • ausência de permanência mínima anual no FIV, o que permite utilizar a residência como um Plano B sem precisar viver continuamente no país;
  • possibilidade de incluir cônjuge e filhos dependentes;
  • localização estratégica para quem pretende construir relações comerciais na Ásia..

Para quem já possui negócios ou clientes na região, as Filipinas se diferenciam da Malásia por oferecer programas de residência que exigem menos presença física e investimentos, além de ser uma boa alternativa de segunda base para quem não quer depender exclusivamente de Singapura, Hong Kong ou outros centros mais caros.

Como obter residência?

Uma das opções mais interessantes atualmente é o FAB Investor Visa, ou FIV, vinculado à Freeport Area of Bataan, uma zona econômica especial localizada a cerca de 160 km de Manila.

O programa permite obter residência por meio de um investimento de US$ 75 mil, que deve ser mantido enquanto o visto estiver ativo. A legislação que rege a Freeport Area of Bataan reduziu o investimento mínimo para esse valor e vincula a continuidade da residência à manutenção do investimento e à apresentação das obrigações anuais correspondentes.

O processo de aplicação do visto é relativamente rápido. A pré-aprovação pode ocorrer em cerca de uma semana após o envio da documentação, seguida por uma viagem de aproximadamente cinco dias às Filipinas para concluir os procedimentos presenciais.

Além do investimento de US$ 75 mil, o programa atualmente possui uma taxa de processamento de US$ 25 mil para o titular principal e US$ 2.500 por dependente.

A residência pode incluir o cônjuge e filhos dependentes e permanece vinculada à manutenção do investimento. A legislação da Freeport também prevê a extensão do status para familiares do investidor.

Para quem não se encaixa no FIV, duas alternativas merecem destaque.

Uma delas é o Quota Immigrant Visa, uma residência permanente sujeita a um limite de apenas 50 aprovações por nacionalidade a cada ano e disponível para cidadãos de países que mantêm reciprocidade migratória com as Filipinas. A documentação atual exige comprovação de capacidade financeira ou investimento de pelo menos US$ 100 mil.

Existem também programas específicos para aposentados, investidores e estrangeiros empregados por empresas locais ou instaladas em zonas econômicas.

Para o perfil de empreendedor internacional tratado neste artigo, porém, o FIV chama atenção principalmente pela combinação entre residência de longo prazo, investimento relativamente baixo e ausência de exigência significativa de presença física.

Preciso morar nas Filipinas?

Aqui aparece um dos principais diferenciais.

Não existe exigência de passar um número mínimo de dias por ano nas Filipinas para manter a residência FIV, desde que o investimento e as demais condições do programa continuem sendo cumpridos.

Na prática, o solicitante precisa viajar ao país para concluir o processo inicial, que atualmente envolve uma estadia de aproximadamente cinco dias. Depois disso, a residência pode permanecer ativa mesmo que o titular passe a maior parte do ano em outros países.

Isso torna as Filipinas particularmente interessantes para quem deseja um Plano B na Ásia sem ter que reorganizar imediatamente toda a sua rotina em torno daquela residência.

E os impostos?

O tratamento depende do status da pessoa e da origem da renda.

Um estrangeiro residente é tributado apenas sobre rendimentos de fonte filipina. Rendas efetivamente originadas fora das Filipinas ficam fora do imposto de renda pessoal local. Já cidadãos filipinos residentes estão sujeitos à tributação sobre renda mundial.

Quando existe renda de fonte filipina, as alíquotas pessoais são progressivas e atualmente chegam a 35% para as maiores faixas de renda.

Por isso, as Filipinas podem ser particularmente interessantes para um empreendedor que possui sua empresa, seus clientes e suas fontes de renda fora do país, enquanto utiliza a residência filipina como sua base pessoal.

Pontos de atenção

Procedimentos administrativos podem ser mais lentos e menos previsíveis do que em jurisdições altamente digitalizadas, tornando a assistência local especialmente importante.

Indicado para: empreendedores que desejam uma residência asiática flexível sem obrigação significativa de presença física.

5. Paraguai

Entre todas as opções desta lista, o Paraguai provavelmente é a que possui uma relação mais direta com a realidade brasileira.

A proximidade geográfica, a participação no Mercosul e um processo migratório simplificado para brasileiros fazem com que o país apareça frequentemente como um dos primeiros passos de internacionalização para quem quer construir um Plano B fora do Brasil.

O custo de vida também pesa a favor. Segundo o Expatistan, Assunção está atualmente cerca de 17% mais barata que São Paulo, com custos de habitação aproximadamente 33% menores. A plataforma estima despesas mensais de aproximadamente US$ 1.300 para uma pessoa e US$ 2.700 para uma família de quatro pessoas.

Por que o Paraguai pode ser interessante para um empreendedor?

O Paraguai oferece uma combinação atrativa de residência relativamente acessível, baixa exigência de presença e um sistema de tributação territorial. 

Para brasileiros, existe ainda uma vantagem importante: como Brasil e Paraguai fazem parte do Acordo de Residência do Mercosul, brasileiros possuem uma rota própria para solicitar residência temporária no país. A documentação brasileira emitida em português também está dispensada de tradução para o espanhol nos processos migratórios paraguaios. 

Entre os benefícios estão:

  • tributação territorial: rendimentos de fonte estrangeira ficam, em regra, fora do imposto de renda paraguaio;
  • baixa tributação local: rendas pessoais de fonte paraguaia estão sujeitas a alíquotas que chegam a 10%;
  • custo de vida inferior ao de São Paulo, principalmente em moradia;
  • proximidade do Brasil e facilidade de deslocamento;
  • processo migratório simplificado pelo Mercosul;
  • possibilidade de obter cédula paraguaia, utilizada para bancos, carteira de motorista e outras atividades locais;
  • baixa exigência de presença para manter a residência;
  • possibilidade de acessar diretamente a residência permanente por determinadas modalidades de investimento.

Foram esses pontos que acabaram tornando o Paraguai o Plano B preferido da maioria dos brasileiros, já que manter sua residência não implica em uma mudança definitiva imediatamente.

Como obter residência?

Para brasileiros, o caminho mais comum é a Residência Temporária Mercosul.

Ela possui validade de dois anos. Próximo ao vencimento, o residente pode solicitar a conversão para permanente. O pedido deve ser apresentado a partir de 90 dias antes do fim da residência temporária, o que significa que, na prática, é possível começar o processo após cerca de 1 ano e 9 meses.

A residência permanente tem caráter definitivo, embora o cartão migratório deva ser renovado a cada dez anos, e também permite solicitar a cédula paraguaia com validade de dez anos.

Para quem não se enquadra ou não deseja utilizar o regime do Mercosul, o Paraguai também possui a residência temporária comum prevista na Lei de Migrações, com validade de até dois anos e possibilidade de renovação.

Já empresários e investidores podem acessar uma rota diferente: a residência permanente direta, sem precisar passar antes pelos dois anos de residência temporária.

Em 2026, o Paraguai ampliou essas possibilidades por meio do Investor Pass e da Constancia de Inversionista Extranjero.

As principais modalidades atualmente incluem:

  • investimento produtivo: a partir de US$ 70 mil, ligado à abertura ou expansão de uma empresa e geração de empregos;
  • projeto turístico: a partir de US$ 150 mil;
  • investimento imobiliário: a partir de US$ 200 mil;
  • instrumentos financeiros: a partir de US$ 200 mil, mantidos pelo período exigido.

Na rota produtiva, por exemplo, o investimento de US$ 70 mil não é uma taxa paga ao governo. O valor deve ser aplicado em uma atividade econômica real no Paraguai e, segundo as regras atuais, envolve também a geração de pelo menos cinco empregos para paraguaios.

Isso torna a rota de investidor especialmente interessante para quem já pretende abrir uma empresa ou investir no país e quer obter a residência permanente desde o início.

Preciso morar no Paraguai?

A exigência de presença é uma das menores entre os países desta lista.

Quem possui residência temporária deve evitar permanecer fora do Paraguai por mais de um ano consecutivo. Já o residente permanente pode permanecer até três anos consecutivos fora do país antes de correr o risco de cancelamento do status, salvo autorização específica das autoridades migratórias.

Dessa forma, a residência paraguaia continua sendo bastante compatível com quem passa a maior parte do ano em outros países.

E os impostos?

O Paraguai utiliza um sistema de tributação territorial.

Isso significa que o imposto de renda se concentra em rendimentos considerados de fonte paraguaia, enquanto os rendimentos efetivamente provenientes do exterior ficam, em regra, fora da tributação pessoal local.

Para rendimentos gerados dentro do país, o sistema também é relativamente simples. A estrutura tributária paraguaia é frequentemente resumida pelo chamado modelo 10-10-10:

  • até 10% de imposto de renda pessoal;
  • 10% de imposto de renda empresarial;
  • 10% de IVA, como alíquota geral.

Isso pode ser particularmente interessante para empreendedores cuja empresa, clientes ou investimentos estejam fora do Paraguai.

Mas vale lembrar que existe uma diferença importante entre residência legal e residência fiscal.

Obter residência e cédula não significa automaticamente deixar de ser residente fiscal brasileiro. Para aproveitar uma mudança de residência fiscal, é necessário analisar também a saída fiscal do Brasil e organizar corretamente os vínculos entre ambos os países.

Pontos de atenção

O sistema bancário paraguaio é menor e menos internacionalizado do que o encontrado no Panamá ou nos Emirados Árabes Unidos. Além disso, abrir uma conta pode ser confuso para estrangeiros, já que os bancos variam bastante nos documentos exigidos, no perfil de cliente aceito e nas condições oferecidas.

Por isso, contar com apoio especializado pode fazer bastante diferença para escolher a instituição adequada e evitar retrabalho durante o processo.

Ainda assim, para quem pretende criar vínculos reais com o país, vale a pena superar essa etapa inicial. Ter conta bancária local facilita pagamentos, movimentações do dia a dia, acesso a crédito e outros serviços financeiros que podem oferecer condições mais vantajosas para residentes.

Para quem pretende converter a residência temporária em permanente, existe ainda a exigência de comprovação de solvência econômica, com documentos que demonstrem renda ou disponibilidade real de recursos.

Mesmo com esses pontos, para brasileiros o Paraguai continua reunindo vantagens pouco comuns em um único lugar: proximidade, acesso facilitado pelo Mercosul, tributação territorial e uma residência que pode ser mantida com pouca presença física.

Ideal para: brasileiros que querem um Plano B acessível, próximo e com baixa exigência de presença física.

Comparando as cinco opções

Principal atrativo Presença física Tributação Ideal para
EAU Infraestrutura global + baixa tributação pessoal Mínimo de 180 dias por ano (Golden Visa permite passar mais tempo fora) 0% de imposto de renda pessoal, inclusive sobre rendimentos do exterior. Empresários com renda internacional e operação global
Malásia Custo de vida + base estratégica na Ásia Mínimo de 90 dias por ano Rendas de fonte estrangeira podem permanecer isentas por 10 anos Quem quer viver ou operar no Sudeste Asiático
Panamá Bancos + dólar + sistema territorial Para manter a residência legal, não se deve permanecer mais de 2 anos consecutivos fora do país. Para residência fiscal, presença superior a 183 dias no ano. Rendas de fonte estrangeira são isentas. Empresários que querem uma base internacional na América Latina
Filipinas Residência muito flexível Não há exigência mínima Rendimentos de fonte estrangeira ficam fora da tributação local. Quem busca uma segunda base na Ásia sem grande presença
Paraguai Custo baixo + proximidade do Brasil RT: não permanecer mais de 1 ano consecutivo fora. Permanente: não permanecer mais de 3 anos consecutivos fora. Rendimento de fonte estrangeira fica fora da tributação paraguaia. Brasileiros que procuram um Plano B simples e próximo

Afinal, qual a melhor residência para um plano B?

A resposta vai depender principalmente do seu objetivo com a residência.

Se a prioridade é reduzir a tributação pessoal e construir uma base empresarial internacional, faz sentido escolher os Emirados.

Se você quer continuar na América Latina, operar em dólar e ter acesso a um centro financeiro internacional, o Panamá se encaixa perfeitamente.

Se o objetivo é simplesmente criar um Plano B próximo do Brasil, com menor custo e pouca exigência de presença, o Paraguai se destaca como a opção ideal

Malásia e Filipinas, por outro lado, tornam-se mais relevantes para quem possui interesses profissionais, empresariais ou pessoais na Ásia.

Por isso, olhar apenas para o preço da residência ou para a alíquota de imposto pode levar a um arrependimento posterior.

Então antes de escolher, considere:

  • onde você pretende passar o ano;
  • onde sua família ficará;
  • de onde vem sua renda;
  • onde sua empresa está registrada;
  • quais bancos e meios de pagamento você utiliza;
  • se pretende continuar residente fiscal no Brasil;
  • e qual papel aquela residência deverá desempenhar nos próximos anos.

A segunda residência funciona melhor quando existe antes de você precisar dela

O principal valor de uma segunda residência nem sempre aparece no momento em que ela é obtida.

Ele aparece quando você decide que quer mudar de país, abrir uma nova operação, acessar outro mercado ou simplesmente ter uma alternativa e não precisa começar todo o processo do zero.

Da mesma forma que uma empresa diversifica clientes, fornecedores e investimentos para reduzir sua dependência de um único ponto, um empreendedor também pode diversificar as jurisdições às quais tem acesso.

Isso significa mais mobilidade, novas oportunidades comerciais e, quando a estrutura é construída corretamente, maior eficiência tributária.

Mas a residência não deve ser escolhida de forma isolada.

Empresa, residência fiscal, bancos, patrimônio e mobilidade precisam fazer parte da mesma estratégia.

Antes de escolher um país simplesmente porque sua residência parece barata ou seus impostos são baixos, vale entender como aquela jurisdição se encaixa na sua realidade e no que você pretende construir nos próximos anos.

A Settee reúne uma rede de parceiros especializados em residência, cidadania, abertura de empresas e contas bancárias em mais de 70 países.

Se você está avaliando uma segunda residência e quer entender qual país faz mais sentido para o seu perfil, sua empresa e sua estratégia fiscal, converse com a nossa equipe e descubra quais opções realmente se encaixam nos seus objetivos.

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