5 residências ideais para viajantes perpétuos

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Publicado:
1/6/2026
Última Atualização:
1/6/26
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5 residências ideais para viajantes perpétuos

cartão de identificação branco e azul

Nos últimos 10 anos, a pergunta mais frequente que recebemos na comunidade Settee tem sido sobre qual é o melhor país para se uma residência de conveniência. O termo “Residência de conveniência” foi criado para resumir os desafios enfrentados pela maioria dos empreendedores que não têm residência fixa e que, por isso, se desesperam ao tentarem se adequar às normas bancárias. 

Isso porque muitos bancos exigem um comprovante de residência, como uma conta de luz ou água, assim como um número de identificação fiscal ou de uma autorização de residência.

Ter uma residência de conveniência ou de compliance não acaba com o conceito de viajante perpétuo. É importante entender que essa não é uma residência fiscal, mas apenas uma opção de residência. 

Ter uma não significa automaticamente tornar-se parte de um novo sistema, mas apenas que você poderá desfrutar de suas vantagens sem enfrentar as desvantagens. Isso significa que uma residência de conveniência também pode ser usada em países com altos impostos, desde que a residência não resulte em uma obrigação fiscal.

Você pode ter quantas residências de compliance quiser e cada uma oferece pequenas vantagens adicionais. 

Acima de tudo, você pode se posicionar regionalmente de forma tão ampla que poderá se refugiar de possíveis crises em todos os continentes se sua residência de conveniência incluir uma autorização de residência de longo prazo.

Neste artigo, queremos destacar as principais diferenças entre os vários tipos de residência de conveniência e fazer uma análise global. Obter cinco residências de conveniência é um grande esforço e não deve ser considerado obrigatório para todo viajante perpétuo, com uma única residência de compliance sendo suficiente. 

No entanto, para se posicionar de forma ideal em um mundo em rápida mudança, os viajantes perpétuos devem estar ativos nas regiões discutidas abaixo ou, pelo menos, estar cientes de suas perspectivas. O tópico da cidadania complementa essa discussão, mas é, para a maioria, muito custoso financeiramente ou, talvez, nem mesmo legalmente possível.

O país de origem

uma bandeira verde e amarela voando ao vento

Quem está lendo este artigo provavelmente é brasileiro, ou falante nativo de português. Mesmo que se tornar um viajante perpétuo possa exija o cancelamento do registro de seu país de origem, não é preciso renunciar a tudo nele. Para muitos, ele continua sendo o ponto de ancoragem de sua vida móvel, mesmo que os critérios técnicos do centro de interesses vitais sejam atendidos. As visitas regulares de familiares, parentes e amigos também não impedem que isso aconteça.

Na verdade, justamente a existência de pessoas de confiança amplia as possibilidades. Além disso, apenas os fatos objetivos de dias de residência, disponibilidade de acomodação ou casamento são considerados para o centro de interesses vitais. 

Não importa o que está “listado” em algum lugar como local de residência. Simplesmente depositar um endereço residencial em um banco, seguradora ou outra plataforma não aciona uma obrigação fiscal ilimitada. No máximo, pode haver uma troca de dados e uma posterior “bisbilhotagem” no endereço fornecido. Mas, se você não mora lá, então não mora lá.

Dessa forma, você pode continuar a usufruir das vantagens de seu país de origem sem, muitas vezes, precisar de outra residência de conveniência temporária. Com a estratégia da teoria da bandeira, os países são analisados de forma neutra, considerando suas vantagens e desvantagens. 

Por exemplo: manter a residência fiscal no Brasil pode não valer a pena, mas com um passaporte brasileiro você é bem-vindo em todos os países do Mercosul e consegue acesso sem precisar de visto aos países no Espaço Schengen e países asiáticos como Tailândia, Japão e China.

Para as seguintes finalidades, geralmente faz sentido fornecer um endereço em seu país de origem:

  • Contas privadas em bancos locais;
  • Possibilitar cartões de crédito locais por meio da classificação de crédito existente;
  • Verificação de contas (União Europeia); e
  • Formulários de entrada e solicitação de visto.

O paraíso fiscal

um homem sentado em um saco de feijão na praia

Todo viajante perpétuo deve ter pelo menos um paraíso fiscal na manga, os quais, geralmente, não são adequados para servir como residência de compliance. Isso porque os paraísos fiscais reais restantes no mundo estão frequentemente em listas negras ou cinzentas – seja por serem paraísos fiscais, por lavagem de dinheiro ou por outros problemas. 

Isso pode resultar em certas sanções, como as impostas pela Lei de Defesa contra Paraísos Fiscais da Alemanha, afetando, especialmente, a capacidade financeira da pessoa. 

Por esse motivo, na maioria dos casos, as pessoas combinam uma autorização de residência em um paraíso fiscal com uma residência de compliance em um país com alta tributação, ou simplesmente usam seu país de origem para essa finalidade.

A principal diferença entre o paraíso fiscal e outras residências de conveniência é que você não precisa permanecer no país por mais de 183 dias – embora possa fazê-lo, se desejar. Acionar a residência fiscal não é prejudicial, dado que você permanece isento de impostos de qualquer forma. 

Portanto, você pode ter um país de retiro como um plano B, caso circunstâncias globais ou eventos pessoais tornem necessário passar um período mais longo em um local. Por exemplo, talvez você não possa mais viajar porque seu passaporte foi invalidado ou não será renovado. Com uma autorização de residência, você pode permanecer no país, continuar a acumular ativos isentos de impostos e adquirir outro passaporte, por exemplo. 

Frequentemente, é possível até mesmo solicitar e obter um passaporte daquele país após alguns anos, desde que você esteja no país regularmente ou cumpra outras condições. Muitos paraísos fiscais da América Latina, em particular, oferecem oportunidades interessantes de naturalização, com prazos de 2 a 5 anos.

Em um paraíso fiscal, você pode ter e fazer tudo sem ter que se preocupar com obrigações fiscais. Assim, o paraíso fiscal também pode servir como uma bandeira de “playground” ou para residência de fato. 

Com mais de 50 países potencialmente com isenção total de impostos há muitas opções em todas as regiões do mundo, mesmo em 2025. Além disso, o paraíso fiscal também é adequado para um viajante perpétuo fazer uma pausa para, por exemplo, o nascimento de um filho ou eventos semelhantes.

Embora a residência fiscal não seja essencial para todas as nacionalidades, em muitos casos ela exige uma permanência mínima de 183 dias. Por exemplo, para escapar de obrigações fiscais na Espanha ao emigrar, é necessário apresentar um certificado fiscal do país de imigração. 

Se você não estiver preparado para passar seis meses em um determinado paraíso fiscal, há relativamente poucas exceções. A mais popular é a residência fiscal no Paraguai, que pode ser estabelecida com duas visitas curtas e o cumprimento de requisitos mínimos. 

No Paraguai, é possível obter esse certificado fiscal mediante a apresentação de declarações mensais de IVA, desde que se tenha uma autorização de residência. O processo é muito simples: além dos documentos apostilados, como certidão de antecedentes criminais e certidão de nascimento, não há praticamente nenhuma exigência além de uma visita pessoal a alguns órgãos do governo. 

Se precisar, teremos prazer em ajudá-lo nesse processo com nossa equipe local.

O Paraguai também é um excelente local para residência fiscal, pois é relativamente fácil obter diversos outros documentos importantes lá. Os contratos de aluguel são baratos ou podem ser organizados por um custo único. Isso também se aplica a contas de serviços públicos, a uma segunda carteira de motorista, a um certificado de boa conduta e muito mais.

O custo total de uma configuração completa de compliance, excluindo os custos de viagem, é inferior a 5 mil USD. Depois disso, você recebe seu certificado de residência fiscal por apenas 900 dólares por ano, sem custos recorrentes com a residência em si. Nenhum outro país do mundo pode competir com isso.

Outras opções populares para uma residência de conveniência em um paraíso fiscal incluem países como Costa Rica, Geórgia, Tailândia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos

Em todos esses casos, entretanto, geralmente é necessário passar seis meses para obter um certificado fiscal internacionalmente reconhecido. 

Mas mesmo sem esse certificado, as autorizações de residência nesses países podem oferecer vantagens, como a abertura de contas bancárias locais sem a necessidade de troca de informações e de documentos pessoais adicionais.

Os domicílios fiscais sem permanência mínima geralmente estão vinculados a altos obstáculos patrimoniais ou a impostos fixos. Por exemplo, em Antígua e Barbuda, no Caribe, onde há isenção de imposto de renda, é possível obter um certificado fiscal com uma residência permanentemente disponível e pagar um imposto fixo de 20 mil euros por ano. 

Na Geórgia, é necessário possuir 500 mil euros em ativos no país, comprovar uma renda anual de 80 mil euros nos últimos 3 anos e pagar imposto sobre uma determinada quantia de renda no país para obter esse certificado. Em princípio, isso só vale a pena em casos especiais específicos.

Para as seguintes finalidades, geralmente faz sentido especificar um endereço em um paraíso fiscal:

  • Privacidade financeira, pois não há troca de dados ou o país não tem interesse nos dados;
  • Comprovante de residência (fiscal) para as autoridades;
  • Contas, principalmente em outros paraísos fiscais; e
  • KYC para outras residências, cidadanias etc.

O país do BRICS com potencial

As onze economias emergentes do BRICS estão em destaque no contexto mundial, segundo dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional. Foto: Rafael Neddermeyer/BRICS Brasil/PR

O BRICS está na boca de todos. A comunidade das cinco maiores economias emergentes, composta por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, está se preparando para estabelecer um sistema paralelo ao dominado pelos Estados Unidos e pela Europa. 

E o viajante perpétuo inteligente sabe como usar essas novas jurisdições para seu próprio benefício. 

Hoje, o BRICS não se limita mais a seus cinco principais países. Paraísos fiscais populares, como os Emirados Árabes Unidos, ou “playgrounds”, como a Indonésia, também se juntaram ao bloco. 

De qualquer forma, há inúmeras oportunidades para se estabelecer em uma jurisdição de residência de conveniência e se envolver em arbitragem regulatória.

A longo prazo, é aconselhável tentar imitar sua configuração financeira em um desses países, especialmente se a integração progredir por meio de uma moeda comum, por exemplo. 

Nesse sentido, o Brasil e a África do Sul são os mais atraentes para isso. Por outro lado, atualmente, a Rússia não é uma boa opção como residência de compliance devido às fortes sanções. 

Com o recém-lançado “Visto de Valor Compartilhado” (Visto Anti-Woke), todavia, a Rússia oferece, aos cidadãos dos chamados “Estados inimigos”, uma autorização de residência relativamente simples em território russo, que não exige conhecimento do idioma ou outras comprovações. 

Mesmo como um turista convencional no país, geralmente abre-se uma conta com um cartão de débito local, pois os cartões internacionais são bloqueados. Uma exceção a isso é o Unionpay, cujo cartão também pode ser obtido com as residências de compliance ocidentais e definitivamente deve fazer parte do portfólio de todo viajante frequente.

A República Popular da China não é adequada como uma residência de conveniência. As autorizações de residência são bastante difíceis de obter e destinam-se principalmente a funcionários estrangeiros que vivem no local ou a empresários que desejam aproveitar as oportunidades oferecidas pelas muitas zonas de livre comércio. 

No entanto, uma visita à China vale muito a pena para ampliar perspectivas. Aplicativos de pagamento populares, como WeChatPay e AliPay, agora podem ser vinculados a cartões de crédito internacionais, o que facilita muito as viagens pelo país. Além disso, embora as contas bancárias na própria China sejam de pouca utilidade, territórios associados, como Hong Kong e Macau, ainda oferecem boas oportunidades.

A Índia, por sua vez, oferece muito mais possibilidades. Esse grande país é particularmente adequado para um período mais curto de residência permanente, pois a renda estrangeira passa a ser tributada após 730 dias de estadia em um período de cinco anos. Assim, é possível passar dois anos seguidos na Índia sem pagar impostos. 

Entretanto, em razão da existência de determinados mecanismos de controle de fluxo de capital e de impostos retidos na fonte, não é aconselhável transferir seus ativos para lá. Apesar disso, possui uma boa reputação como residência de conveniência e há um enorme ecossistema local de plataformas úteis.

O Brasil é uma boa opção para residência de conveniência, mas o tipo de autorização de residência que se tem aqui é potencialmente problemático. Isso ocorre porque uma autorização de residência permanente no Brasil está sujeita a obrigações tributárias, ainda que o titular não more no país. 

Essa situação pode ser evitada com uma residência fiscal em um país com o qual o Brasil possua acordo de não bitributação, mas isso requer um planejamento fiscal inteligente. Até mesmo uma autorização de residência temporária gera obrigações tributárias, visto que exige uma permanência mínima tributável de 183 dias. 

Embora o sistema tributário brasileiro tribute a renda global, ele oferece várias opções de otimização. Nossa equipe pode fornecer o suporte ideal neste caso.

Por outro lado, o Brasil distingue-se como uma residência de compliance sem necessidade de requerer uma autorização de residência. O número de CPF, que é indispensável na vida cotidiana, também pode ser facilmente solicitado por turistas estrangeiros. 

A mera aquisição de um apartamento não implica, por si só, qualquer obrigação tributária. Por esse motivo, o Brasil é um destino ideal para passar dois períodos de três meses por ano. Além disso, os bancos brasileiros são bastante estáveis e o país oferece ótimas oportunidades de investimento, mesmo com um governo atualmente bastante negativo. 

O país é universalmente popular como um “playground” e uma base ideal para muitos viajantes perpétuos. Especialmente em combinação com o paraíso fiscal vizinho, o Paraguai, há boas opções para permanecer no Brasil por mais tempo sem que seja necessário solicitar uma autorização de residência.

Por último, mas não menos importante, a África do Sul merece destaque entre os países centrais. 

O país oferece a autorização de residência permanente mais interessante para pessoas mais ricas, cuja solicitação custa apenas 7 mil dólares e requer um patrimônio pessoal verificável de 700 mil dólares. Estamos à disposição para auxiliá-los também nesse processo. 

Certamente, há variantes mais fáceis de autorização de residência temporária. Nos primeiros cinco anos, a responsabilidade tributária só pode ser aplicada à renda estrangeira, mesmo que se permaneça no país por mais de 183 dias.

A África do Sul é atualmente um excelente país para investimentos imobiliários atraentes e, com a Aliança Democrática “branca” entrando para o governo pela primeira vez desde o fim do apartheid, pode-se esperar mais estabilidade e liberdade no país. 

Esse partido sempre governou o Cabo Ocidental, região que inclui a Cidade do Cabo, que é extremamente popular entre os nômades digitais. Plantar uma bandeira de residência de conveniência nesse país certamente não é uma má ideia devido à alta qualidade de vida.

É natural que vários outros países tenham se juntado aos BRICs ou queiram fazê-lo. 

Alguns deles são paraísos fiscais, aplicando-se, pois, os pontos já discutidos. Se forem países com alta carga tributária, você ainda poderá usá-los como um playground com uma estadia de até seis meses ou, em muitos casos, estabelecer uma residência de compliance. 

Entretanto, você deve sempre se certificar de que isso realmente crie vantagens. Coletar autorizações de residência sem um plano pode certamente ser um hobby prazeroso que amplia seus cenários futuros. Contudo, se você não tiver um orçamento ilimitado em termos de dinheiro e de tempo, deve prestar atenção nos benefícios reais para sua vida e suas finanças. 

Obter uma autorização de residência em Dubai, por exemplo, simplesmente porque todo mundo está fazendo isso, geralmente, não é uma boa ideia. As vantagens de um visto de residência, como contas bancárias locais, dificilmente superam os custos de 10 mil euros para a empresa patrocinadora da zona franca, já que esses custos aumentaram significativamente devido à obrigatoriedade de contabilidade e auditorias.

Dubai continua sendo a base ideal para empreendedores ambiciosos que desejam se concentrar totalmente em seus negócios, usufruindo de um serviço excelente e conhecendo as pessoas certas. 

No entanto, se você não tiver a intenção de ficar lá por vários meses e não alugar um apartamento por um período prolongado, não recomendamos solicitar um visto somente para residência.

Para as seguintes finalidades, geralmente faz sentido especificar um endereço em um país do BRICS:

  • Contas pessoais em bancos locais;
  • Possibilita cartões de crédito alternativos locais por meio do aprimoramento do seu credit score; e
  • Acesso a serviços financeiros em jurisdições que, de outra forma, poderiam ser sancionadas.

Os Estados Unidos

nós uma bandeira no edifício de concreto cinza

Excluir os Estados Unidos do seu setup é apenas para ideólogos. 

As vantagens que o país oferece aos insiders são muito grandes, não se limitando à formação de uma LLC americana livre de impostos e contabilidade, mas se estendendo a muitas outras áreas da teoria da bandeira.

Uma residência de conformidade nos Estados Unidos geralmente faz sentido se você estiver ciente de suas limitações. Por exemplo, geralmente é muito difícil para os residentes dos Estados Unidos abrirem contas de qualquer tipo fora do país. 

Isso se deve ao acordo de intercâmbio FATCA, que é muito rigoroso, e a outras regulamentações de proteção ao consumidor da Securities and Exchange Comission (SEC), razão pela qual os provedores financeiros internacionais geralmente evitam clientes com conexão nos Estados Unidos, devido aos altos custos de conformidade. 

Portanto, um único domicílio de conformidade nos Estados Unidos não faz sentido. Ele deve sempre ser combinado com outras soluções.

No entanto, diferentemente de muitos outros países mais rigorosos e com alta carga tributária, a propriedade de um imóvel, assim como o aluguel de longa duração, não acarreta um centro de interesses vitais e, portanto, responsabilidade tributária ilimitada. 

Diante disso, faz muito sentido investir em imóveis nos Estados Unidos. 

E, com a abordagem correta, os empréstimos também não são um problema. Os Estados Unidos são um dos poucos países do mundo onde é possível obter uma classificação de crédito sem ter um endereço residencial registrado. Falaremos mais sobre isso abaixo.

A responsabilidade tributária nos Estados Unidos depende tanto da cidadania e da posse do green card – que deve, pois, ser evitada – quanto da residência. 

Para tanto, aplicam-se a regra dos 183 dias, bem como o chamado Teste de Presença Substancial. Esse teste calcula a permanência média nos últimos 3 anos, de acordo com a seguinte fórmula: a permanência do penúltimo ano conta como um sexto, a do último ano como um terço e a do ano atual como um dia. 

Se o resultado for um número superior a 183 dias, a pessoa em questão estará sujeita a impostos nos Estados Unidos. Em um cálculo aproximado, uma estadia média de quatro meses por ano seria segura: 120/6=20, + 120/3=40 + 120/1=120 – somando um total de 180 dias.

Especialmente no ano corrente, uma estadia curta pode, normalmente, excluir o Teste de Presença Substancial: cerca de 180/6=30 + 180/3=60 – ou seja, a estadia no ano corrente deve ser de, no máximo, 90 dias para evitar a obrigação tributária. Mesmo que o teste seja excedido, o “Teste de Conexão mais Próxima” pode ser utilizado como proteção. 

Geralmente, para isso, é necessário ter residência fiscal em um país com acordo de livre comércio com os Estados Unidos. Entretanto, uma vez que você conheça essa regra, será relativamente fácil integrá-la ao seu setup.

O Visto B1/B2 (categoria que engloba os vistos de turismo e negócios) permite a permanência nos Estados Unidos por até 180 dias (6 meses) por entrada. No entanto, quem define o limite exato da sua estadia é o agente de imigração (CBP) no momento do seu desembarque. 

Esse visto é válido por 10 anos para entradas ilimitadas e geralmente evita problemas na fronteira, pois você já passou por uma entrevista em uma embaixada dos Estados Unidos em seu país de origem.

Uma opção para uma permanência mais prolongada seria o visto E2, que basicamente exige um investimento de 200 mil dólares em um negócio físico no local e pode facilitar a obtenção da residência permanente nos Estados Unidos. Contudo, ele só é prorrogado após dois anos se uma empresa autossustentável com vários empregos for estabelecida. 

Como o visto E2 é um visto de não imigrante e nunca leva a um green card, é possível concluir a residência de compliance nos Estados Unidos sem acarretar responsabilidade tributária, desde que as regulamentações cotidianas sejam observadas.

O Programa Global Entry também pode ser combinado com todas as opções de entrada. Aqueles que viajam aos Estados Unidos com mais frequência são aconselhados a se inscreverem nesse programa, pois ele reduz significativamente o tempo de espera para a entrada e diminui o estresse.

No entanto, com milhões de imigrantes ilegais, as autorizações de residência não são o ponto nos Estados Unidos. Para obter uma residência funcional para fins de conformidade nos Estados Unidos, é necessário ter um endereço residencial e um número de seguro social (SSN) ou de identificação do contribuinte individual (ITIN). 

Como os não residentes geralmente não conseguem obter um SSN (portanto, potencialmente um visto E2), eles precisam se contentar com um ITIN, que cumpre uma finalidade semelhante.

O ITIN expira após três anos se nenhuma declaração de imposto de renda tiver sido apresentada nos Estados Unidos – podendo depois ser renovado. Como a emissão leva vários meses, é recomendável começar o quanto antes.

Nos Estados Unidos, a classificação de crédito está vinculada ao SSN/ITIN. É possível obtê-la ao depositar o número em contas bancárias completas nos Estados Unidos. Consideram-se bancos completos os bancos tradicionais com agências físicas nos Estados Unidos, como o Chase ou o Bank of America – ou seja, bancos online não se qualificam. 

Além de abrir uma conta com presença local, o que, dependendo da agência, muitas vezes é uma questão de sorte, você também pode usar nosso serviço para abrir remotamente contas particulares e empresariais em bancos completos nos Estados Unidos. Com taxas que variam de 2 mil a 6 mil dólares, essas opções exclusivas não são as mais baratas. 

Se estiver interessado, entre em contato conosco.

Embora não seja absolutamente necessário, um endereço residencial nos Estados Unidos é útil. 

Se você (ainda) não tiver sua própria casa ou bons amigos e parentes, poderá obter um endereço de correspondência, com encaminhamento de correspondências, por meio da caixa postal correta. É importante que esse endereço não conste da lista negra dos bancos. 

Se precisar, temos um parceiro que pode ajudar você a identificar esses endereços e fornece várias outras dicas sobre como obter uma classificação de crédito e solicitar cartões de crédito nos Estados Unidos. Envie-nos uma mensagem no WhatsApp para estabelecer contato.

Vale a pena montar um portfólio de cartões de crédito nos Estados Unidos: em nenhum outro lugar do mundo os cartões de crédito oferecem tantos bônus para otimização de viagens quanto lá. 

Os melhores cartões da American Express, Chase e Citi se destacam em particular, mas há muitos outros. Muitos jovens estudantes americanos estão constantemente viajando pelo mundo na primeira classe graças aos inúmeros bônus concedidos com a solicitação de cartões de crédito associada a determinados gastos. 

Entretanto, é essencial estar bem-informado para não perder dinheiro com condições ocultas.

Além da otimização de viagens, também é possível solicitar empréstimos, geralmente sem uma finalidade específica. Com uma alta classificação de crédito, é possível tomar emprestado o equivalente a 150 mil dólares ou mais, com taxas de juros marginais. 

Para os empreendedores que precisam de financiamento, uma residência de conveniência inteligente nos Estados Unidos pode fazer uma grande diferença. Sinta-se à vontade para entrar em contato conosco para saber mais sobre essas opções.

Para as finalidades a seguir, geralmente faz sentido especificar um endereço nos Estados Unidos:

  • Contas privadas e contas comerciais em bancos locais;
  • Habilitação de cartões de crédito locais por meio do aprimoramento da classificação de crédito;
  • Solicitar um empréstimo a juros baixos, inclusive sendo um viajante permanente; e
  • Acesso a outras plataformas que exigem residência nos Estados Unidos.

Uma combinação geográfica

relógio de bolso preto e prateado no mapa

A quinta residência de conveniência sempre depende das quatro primeiras. O objetivo é encontrar uma combinação que complemente as vantagens das quatro primeiras e que esteja idealmente localizada em uma região diferente do mundo. 

Se o país de origem do viajante perpétuo não estiver na União Europeia, geralmente se recomenda essa jurisdição para obter acesso a plataformas regulamentadas pelo bloco. No entanto, muitas pessoas não se sentem à vontade com a possível troca de dados com seu país de origem e se sentem “ilegais” caso continuem a usar um endereço residencial por muito tempo. Nesse caso, outros países europeus também são populares como local de residência de conveniência.

São populares os países atraentes para se viver, como Espanha, Itália ou Grécia, onde a propriedade de imóveis residenciais não acarreta, necessariamente, responsabilidade tributária direta e ilimitada. 

Isso significa que você pode alugar ou comprar um apartamento em um desses países e morar legalmente nele por até seis meses sem estar sujeito a desvantagens fiscais. Evidentemente, esses países também funcionam como uma base para viajantes perpétuos. Temos um artigo em que compilamos todos os países nos quais os imóveis não geram uma obrigação tributária direta.

Em tese, comprar uma propriedade em um país como esse é a solução perfeita para qualquer apátrida. 

Afinal de contas, você receberá suas contas de serviços públicos em todas as formas, bem como poderá alugar o imóvel em sua ausência, tendo, consequentemente, inclusive uma declaração de imposto de renda com obrigação fiscal limitada e, é claro, um número de identificação fiscal. 

Até mesmo um registro de residência – como o chamado “empadronamiento” na Espanha – não é, por si só, gatilho para uma obrigação fiscal. Portanto, é possível obter praticamente todos os documentos de know your client (KYC) na Espanha, sem ser obrigado a pagar impostos locais. 

Qualquer pessoa também pode solicitar facilmente um número NIE – o número de identificação fiscal espanhol para estrangeiros – como turista.

Se, por motivos óbvios, você não quiser ter nada a ver com a União Europeia, há muitos outros países interessantes que não necessariamente se enquadram em uma das categorias acima. Alguns exemplos são a Argentina, o México, o Marrocos, a Turquia e a Indonésia. 

Nesses países, também é possível estabelecer uma base sem gerar uma obrigação tributária permanente. Uma autorização de residência nesses países, por si só, pode abrir caminho para uma cidadania posterior por meio da naturalização após alguns anos de espera.

Aqueles que estão preparados para estabelecer cinco residências de conveniência geralmente também têm o potencial financeiro para adquirir outra cidadania. As cidadanias adicionais podem ser bastante desvantajosas em termos de KYC. 

A cidadania por si só também não oferece nenhuma vantagem em termos de comprovação de residência ou de residência fiscal. Para tanto, é necessário alugar ou comprar um imóvel no respectivo país ou cumprir a estadia mínima definida. Nesse sentido, a cidadania apenas elimina a exigência da autorização de residência necessária e, possivelmente, as vantagens na compra de imóveis.

Ao considerar outra cidadania, o alto grau de liberdade para viajar não deve ser necessariamente um aspecto decisivo. Geralmente, você pode presumir que manterá sua cidadania anterior na maioria dos cenários. É mais interessante escolher sua cidadania de acordo com aspectos geopolíticos e procurar um país que tome uma direção diferente daquela do seu país de origem. 

Por exemplo, os alemães estão em situação pior com outra cidadania da União Europeia do que com um passaporte de países como Turquia, Granada ou Vanuatu, apesar da suposta maior liberdade para viajar. Em particular, a falta de vontade de cooperar com o “Ocidente” deve ser vista como uma vantagem, e não como uma desvantagem, apesar das possíveis sanções. 

Outro exemplo: o acesso ao espaço Schengen sem visto foi retirado do estado de Vanuatu, no Pacífico, porque ele não implementou várias regulamentações que prejudicavam seu programa de cidadania por investimento (“citizenship by investment”). No entanto, isso não deve ser visto de forma muito negativa. 

Os cidadãos de Vanuatu ainda podem solicitar um visto de vários anos para a União Europeia e podem obtê-lo com muito mais facilidade do que cidadãos de muitos outros países. Nesse caso, a soberania do Estado simplesmente vale mais. Com um custo efetivo de apenas US$ 110.500,00 para uma família de quatro pessoas, essa é uma das cidadanias mais fáceis por investimento.

Conclusão

Os autônomos e empresários que não têm um endereço fixo devem evitar a prática, ainda muito difundida, de não possuir residência de conformidade. Não ter nenhum tipo de residência pode funcionar bem a médio prazo, mas impede que muitas oportunidades que poderiam ser criadas com pouco esforço sejam aproveitadas.

É importante reafirmar que isso não vai contra o conceito de viajante perpétuo. Na verdade, possuir várias residências de conveniência é uma parte essencial da boa aplicação da Teoria das Bandeiras. 

Como viajante perpétuo, você evita se integrar ao sistema ou o faz apenas se as vantagens forem maiores do que as desvantagens em sua situação individual. Por exemplo, acionar deliberadamente uma residência fiscal para beneficiar-se de um importante acordo de não bitributação.

Seja qual for a sua decisão, a Settee está ao seu lado. Podemos ajudá-lo com várias questões em quase todos os países mencionados. Como regra, não podemos oferecer faturas de consumo diretamente, pois o risco de abuso é muito grande. Isso poderia rapidamente se tornar auxílio à evasão fiscal, lavagem de dinheiro e outras infrações criminais. Você deverá obter uma conta de serviços públicos ou um imóvel por conta própria, conforme explicamos em outra ocasião. No entanto, geralmente é possível obter uma autorização de residência, um número de contribuinte e muito mais por nosso intermédio. Sinta-se à vontade para entrar em contato conosco se pudermos ajudá-lo com sua configuração de compliance ideal!

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