Cobertura Global com o Google Fi: Dados móveis e ligações em 200 destinos por um preço fixo

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17 min
Publicado em:
25/2/2022
Última Atualização em:
12/3/22
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Temas Abordados Neste Artigo

Introdução ao Google Fi

Por mais bela que seja a vida como um viajante perpétuo, uma constante determina a vida cotidiana. Ela é uma parte necessária para este estilo de vida e é tomada como algo garantido. Se ela cair, porém, o dia acaba e até mesmo o trabalho nos lugares mais bonitos do mundo está arruinado.

A constante de que estamos falando é a internet, que nos acompanha como trabalhadores remotos dia após dia. Precisamos dela para nosso trabalho - sem ela, estamos praticamente perdidos. Sua perda é, portanto, particularmente dolorosa.

Quando este artigo foi escrito, estava mesmo no paraíso. Em uma ilha solitária nas Maldivas, rodeado de belas praias, águas cristalinas e pessoas hospitaleiras. Mas devido a uma forte chuva de monções, infelizmente, fiquei sem internet e, portanto, isolado do mundo exterior por um curto período de tempo. Como não era um dia de se deitar na praia, ficar sem internet foi ainda mais irritante. Ao menos este artigo pôde ser escrito offline.

Minha situação atual é a transição ideal para um tópico que há muito tempo queria compartilhar com o nosso público: cobertura telefônica na estrada. Tenho sido mimado aqui nas últimas 10 semanas com ótima cobertura - mas infelizmente tenho que seguir adiante sem poder viver nas Maldivas pra sempre.

Neste artigo, vou apresentar o Google Fi, meu novo plano de celular, que testei extensivamente em mais de 10 países nas últimas 10 semanas. Também vou discutir brevemente alternativas aos planos de celulares internacionais.

Afinal de contas, quem não conhece o problema de ter dezenas de chips diferentes?

Planos internacionais vs. cartões SIM locais

Muitos nômades podem muito bem argumentar, e com razão, que adquirir e usar cartões SIM locais para ter dados móveis mundialmente é um mal necessário. Afinal de contas, muitas vezes você recebe a melhor tarifa por país com a melhor cobertura, dependendo do seu destino. Na maioria dos países, comprar e recarregar cartões SIM pré-pagos, assim como trocar de cartão, é uma questão de poucos minutos e de menor custo. Se você então tiver uma organização clara dos seus diversos cartões SIM, não há muito que complique o seu uso com sucesso. Especialmente quando você está quase exclusivamente na UE e pode usar sua tarifa residencial em toda a UE graças ao Regulamento de Roaming da UE, não há praticamente nenhuma razão para ter uma estratégia diferente.

No entanto, existem algumas razões pelas quais possuir uma tarifa internacional de telefonia móvel pode ser mais vantajoso do que ter vários cartões SIM locais. Uma delas é, é claro, a economia - ainda que pequena - de tempo. Neste contexto, também deve ser observado que uma tarifa internacional torna possível a disponibilidade da rede assim que o avião aterrissa ou a fronteira é atravessada - não horas depois.

Muito mais importante, porém, é o fator de se ter um único número de telefone no qual as pessoas possam te contactar no mundo inteiro em vez de ter que usar números diferentes o tempo todo. É claro que se poderia argumentar que existem alternativas. O WhatsApp, Facebook e Co. não se importam com o número de telefone e dezenas de provedores VOIP até oferecem números locais que garantem a acessibilidade mundial se houver internet disponível. Se você levar em conta a disponibilidade mundial quase universal de redes WLAN e LTE rápidas, isto deve quase sempre ser suficiente sem maiores problemas.

Entretanto, é preciso ter em mente que tais chamadas, por sua vez, consomem seu volume de dados e podem, portanto, elevar os custos. E não há opção alternativa de chamada se a Internet realmente cair.

Além disso, no mundo moderno de online banking e bitcoin, um número de telefone único é um fator decisivo para a autenticação de dois fatores. Embora existam muitas vezes alternativas, podem ocorrer grandes complicações na ausência do seu número antigo quando for necessário realizar a recuperação de contas. E muitos clientes ainda exigem a disponibilidade constante de um único número por telefone.

Se você então considerar os custos psicológicos de trocar constantemente os cartões SIM apesar de seu tempo de uso relativamente baixo, você está inclinado, especialmente como um viajante frequente com 40 países visitados em 2016, a dar preferência a um número internacional com uma tarifa mundial de telefonia móvel, especialmente se você estiver fora da União Europeia e estiver frequentemente em um país por apenas alguns dias. Eu me encontrei nesta situação em setembro de 2016 e não me arrependi até agora.  

Plano de celular mundial com cobertura em 200 países com o Google Fi

Em setembro, passei algumas semanas na Flórida, EUA. Como eu deveria ficar por pouco menos de um mês, adquiri um cartão SIM do gigante da indústria AT&T em Miami no início da viagem.

Eu paguei 40 dólares pelo privilégio de um número americano com um volume de dados de 3GB - e esperei 1 hora na filial. Lá se vai a compra rápida e barata de um cartão.

Duas semanas depois, ouvi falar do Projeto Fi pela primeira vez e fiquei imediatamente entusiasmado. Poucas pessoas sabem que o Google entrou no mercado de telecomunicações dos EUA em 2015 e vem desenvolvendo um projeto empolgante desde então. Enquanto as tentativas ainda fictícias de disponibilizar a Internet no mundo inteiro através de balões na estratosfera e projetos como o Starlink são conhecidas por um público mais amplo, o Projeto Fi do Google ainda é amplamente desconhecido. Isto se deve provavelmente ao fato de que está oficialmente disponível apenas no mercado dos EUA.

O Google Fi na teoria

Mas o que é Google Fi? O Projeto Fi do Google é uma tarifa móvel internacional com custos uniformes para 200 destinos em todo o mundo.

Você recebe um número de telefone internacional dos EUA pela tarifa básica de US$20 por mês. Isto permite que você faça chamadas gratuitas ilimitadas para os EUA e envie SMS grátis para todo o mundo em qualquer rede. Senão você paga 20c/min. Se você estiver conectado à WLAN, as chamadas são feitas a tarifas muito mais baixas. Cerca de sempre 4c/m para um número celular e 1c/m para telefones fixos da UE (outros países variam).

Você também paga US$10 por gigabyte de dados móveis utilizado. O Google cobra apenas pelos dados efetivamente utilizados. O volume de dados não utilizado é reembolsado até o último centavo no final do mês.

Portanto, se você contratar 5 GB por $50 mas usar apenas 3,754 GB, você será reembolsado $12,46 no final do mês ou compensado com os custos para o mês seguinte.

Por outro lado, o consumo de dados que excede o volume contratado é cobrado a apenas 1 centavo por MB. O faturamento é, portanto, muito transparente, o que incentiva o consumo de dados de forma econômica.

Em comparação com muitas tarifas locais, $10/GB podem parecer um valor meio alto. Entretanto, deve-se ter em mente que praticamente todos os custos de roaming são eliminados porque estes $10/GB se aplicam em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Além da América do Norte, quase todos os países da América Central e do Sul, toda a Europa, os países mediterrâneos, o sul da África e a maioria dos países interessantes do ponto de vista turístico na Ásia estão cobertos. As Maldivas, onde estava hospedado quando escrevi esse artigo originalmente, não estavam cobertas na época, mas hoje em dia já estão.

Você não precisa de muito volume de dados com o Google Fi de qualquer maneira, porque a tarifa inclui algumas características interessantes. Por exemplo, o celular se conecta automaticamente em vários hotspots públicos através de um túnel VPN seguro. O Google mantém uma lista grande e crescente para este fim, especialmente na América do Norte e Europa.

Meu consumo médio de dados móveis está entre 3 e 5 GB por mês. Os custos correspondentes de US$30 a US$50 por mês para ter internet sempre ativa no mundo inteiro valem mais do que isso para mim. Para aqueles com um consumo de dados significativamente maior, o Google Fi também oferece um plano com volume de dados ilimitado, no valor de US$70 por mês. 

Tanto o plano flexível quanto o ilimitado estão disponíveis com desconto ao incluir múltiplas pessoas nos planos. O valor mais barato do plano flexível é de US$16 por pessoa por mês a partir de 5 pessoas no plano, enquanto para o plano ilimitado é de US$45 por pessoa por mês a partir de 4 pessoas no plano.

O Google Fi se saa muito bem com relação ao preço, pelo menos em comparação com as tarifas de roaming, mas e em relação ao lado prático do uso diário? Como é a cobertura e a velocidade da rede?

O Google Fi na prática

Como já mencionado, o Google Fi está disponível em mais de 200 países e territórios em todo o mundo (e crescendo). Naturalmente, não se pode esperar o mesmo desempenho em todas as regiões do mundo. Em teoria, o Google Fi deve se provar especialmente veloz na América do Norte e Europa, onde as velocidades LTE são supostamente possíveis. Posso confirmar isto na prática. Nas primeiras 10 semanas com o Google Fi, testei a tarifa em 13 países diferentes. Com exceção das Maldivas, que hoje em dia já estão inclusas, o Google Fi esteve disponível em todos os países.

Estados Unidos da América

Na pátria do Google é onde as expectativas são mais altas. E olha, elas são de fato alcançadas. O bom funcionamento do Google Fi nos EUA oferece um vislumbre de como o projeto em constante crescimento poderia também se desenvolver em outras regiões do mundo.

A entrada do Google no mercado de telecomunicações segue uma nova estratégia que pode se tornar uma séria ameaça para os gigantes mundiais das telecomunicações. Em vez de investir laboriosamente em sua própria expansão de rede, o Google Fi utiliza as capacidades existentes das operadoras de rede e as remunera de acordo.

Em vez de poder oferecer apenas uma rede, o Google utiliza múltiplas redes ao mesmo tempo. Nos EUA, o Google Fi utiliza as redes dos 3 maiores fornecedores - AT&T, T-Mobile e Verizon. Dependendo da disponibilidade geográfica, o telefone celular se conecta automaticamente com a rede com a melhor conexão sem interrupção. Nos EUA, que devido ao seu tamanho tem inúmeros pontos mortos sem sinal, isto garante conexões significativamente melhores no pacote geral do que ter que confiar em um único fornecedor de rede.

Na prática, tive a melhor cobertura e também conexão LTE em todas as partes da Flórida e nas regiões costeiras da Carolina do Sul e da Geórgia (Charleston e Savannah).

Canadá

Apesar do Google Fi usar apenas uma rede no Canadá na época em que este artigo foi escrito, foi possível notar excelentes velocidades de LTE nas principais cidades como Quebec City, Montreal, Ottawa, Toronto, bem como nas Cataratas do Niágara e nas viagens de ônibus entre essas cidades.

Reino Unido

Eu só testei o Google Fi por algumas horas em Londres durante uma mudança entre aeroportos. Cobertura impecável, mesmo nas profundezas do metrô.

Espanha

Cobertura convincente de LTE em Barcelona e Madrid com pequenas quedas na linha de trânsito rápido entre as cidades.

Malta

Cobertura LTE da ilha toda sem quedas.

Alemanha

O que interessa muitos dos leitores é a cobertura do Google Fi na Alemanha, que pode geralmente ser descrita como boa. Usei o fast LTE em Colônia, Herford e Heidelberg. Em Konstanz ocorreram as primeiras falhas em alguns momentos. Isto se deve provavelmente a sobreposições com a rede suíça. Nas linhas ferroviárias da Alemanha, houve também algumas lacunas na cobertura. No entanto, eu também as tinha com minhas antigas tarifas Vodafone e Telekom. Em resumo, eu diria que o Google Fi também oferece uma boa cobertura com boa velocidade na rede LTE na Alemanha. Você sempre tem velocidade suficiente, mesmo sem LTE.

Suíça

Em Zurique, o Google Fi funcionou de forma excelente com LTE.

Grécia

Em toda a área metropolitana de Atenas não houve problemas e a conexão LTE funcionou tranquilamente.

Chipre

Na ilha dividida, o Google Fi utiliza a rede turca no norte e a rede cipriota no sul. Com exceção da região montanhosa, foi possível obter velocidades suficientes em toda a ilha. Não LTE, mas sempre rápido o suficiente.

Turquia

Durante uma curta visita a Istambul, Google Fi utilizou uma rede local de LTE rápida.

Geórgia

A Geórgia foi o único país até agora com sérios problemas de conexão, apesar da disponibilidade teórica do Google Fi. Isto é surpreendente porque a rede móvel georgiana não é nem um pouco ruim. Mesmo na capital Tbilisi, porém, as conexões de dados só puderam ser estabelecidas esporadicamente e por alguns minutos. A telefonia, por outro lado, funcionava em todos os lugares, mesmo na remota região de Kakheti.

Ucrânia

Embora não houvesse rede LTE em Kiev, havia cobertura em todo o país com velocidade suficiente.

Bulgária

Apesar da disponibilidade, o Google Fi em Sófia causou sérios problemas e não permitiu o acesso à rede de dados local, enquanto as chamadas e SMS funcionaram sem problemas.

Emirados Árabes Unidos

Em Dubai, havia uma rede LTE rápida.

Resumo

Fora as quedas mais graves na Geórgia e na Bulgária, o Google Fi não causou nenhum problema até agora e proporcionou excelente acessibilidade em muitos países onde eu nunca teria comprado um cartão SIM local.

Limitações do Google Fi

Apesar de todas as suas vantagens, o Projeto Fi tem certas limitações, com as quais, no entanto, é possível conviver.

Uma das maiores limitações no momento é que até agora o Google Fi foi projetado principalmente para os telefones celulares Pixel e o Nexus da própria Google. Eu também uso o Google Fi com um Nexus 5X da LG, e estou muito satisfeito com ele.

Afinal de contas, a marca da própria Google sempre oferece a última versão do Android e algumas características adicionais muito agradáveis.

Até que ponto o uso com outros telefones celulares é possível, em última análise, é algo que deve ser experimentado. O próprio site do Google Fi mostra compatibilidade com celulares da Samsung e Motorola. O Fi para iPhone está oficialmente em beta, porém já existem relatos do Fi sendo utilizado com sucesso em iPhones. 

Além disso, o Google Fi está oficialmente disponível apenas no mercado americano. Os compradores do resto do mundo só podem obter Fi através de gambiarras (ver abaixo). No futuro, entretanto, é de se esperar que o Google adapte lentamente sua tarifa a novos mercados. Então poderá haver um número de telefone brasileiro ou português com o qual será possível fazer chamadas gratuitas para a rede local na tarifa básica.

O projeto Fi também pode ser estendido a dispositivos de outros fabricantes no futuro. Até lá, entretanto, você terá que se contentar com os telefones compatíveis com o serviço da Google, pelo menos como um segundo telefone, ou tentar sua sorte com seu dispositivo existente.

Muitos também certamente expressarão preocupações sobre a proteção de dados que (não) terão com o Google Fi. No entanto, duas coisas devem ser apontadas aqui. Em primeiro lugar, é quase impossível, especialmente para empresários on-line, não utilizar os serviços do Google que não coletariam dados de alguma forma. Em segundo lugar, ao contrário dos cartões SIM na UE, é possível registrar seu Google Fi de forma completamente anônima e pagar as contas mensalmente com um cartão de crédito virtual anônimo. O Google não realiza uma verificação de identidade.

Pessoalmente, sou um grande fã do Google e não consigo realmente entender o sentimento anti-Google. Qualquer pessoa que tenha dado uma olhada na biografia da empresa e de seus fundadores sabe para que fins a coleta de dados realmente serve...

Adquirir o Google Fi - como é possível?

Se você ainda está convencido pelo Google Fi, não mora nos EUA e gostaria de experimentar a tarifa internacional, você tem 2 opções diferentes para encomendar o produto, que atualmente só está disponível nos EUA.

Se você vai viajar para os EUA nas próximas semanas ou meses, esta é a maneira menos complicada. Basta abrir uma nova conta no Google quando você estiver nos EUA e ter o Fi SIM enviado para qualquer endereço nos EUA. No meu caso, o Google Fi chegou pelo correio em um pacote com o telefone celular Nexus em apenas 3 dias. Imediatamente após a sua inserção no telefone celular, a tarifa estava pronta para ser utilizada.

Se você não estiver nos Estados Unidos num futuro próximo, isso não significa que é preciso desistir do Fi. Entretanto, você tem que simular um IP e um endereço nos EUA para obter a tarifa Fi:

No primeiro passo, você precisa de uma Rede Privada Virtual (VPN) para simular um IP dos EUA. Se você não utiliza um provedor VPN, este plug-in gratuito para o seu navegador também pode fazer isso

Você precisa de um endereço IP dos EUA para abrir uma conta no Google Fi, porque o Projeto Fi não está disponível nas contas do Google fora dos EUA. Portanto, basta registrar uma nova conta sob seu nome (ou anonimamente sob um nome falso) no Google com um novo endereço Gmail. Se você quiser permanecer anônimo, ao invés de usar seu cartão de crédito, insira um cartão virtual de provedores de serviços como AdvancedCash, que você pode recarregar com Bitcoin a qualquer momento. Uma vez inseridos seus dados de pagamento, você pode reservar o Google Fi e ter o cartão SIM enviado para qualquer endereço nos EUA.

Se você não tem amigos ou parentes nos EUA que possam receber o cartão SIM e encaminhá-lo a você, você ainda não precisa se desesperar. Há vários prestadores de serviços com endereço nos EUA que aceitam encomendas nos EUA e as enviam para outros países mediante o pagamento de uma taxa.

Estes prestadores de serviços, que são os principais responsáveis pelos pedidos de encomendas online (como os produtos da Amazon EUA), também podem receber o cartão SIM do Google-Fi através do seu próprio endereço nos EUA e entregá-lo a você em qualquer endereço do mundo.

Utilizando o Google Fi de forma contínua, você não terá mais que se preocupar. A tarifa mensal é cobrada antecipadamente em seu cartão de crédito ou Paypal, enquanto o uso de dados adicionais e as chamadas são cobradas no final do mês. Você pode entrar na conta vinculada do Google a qualquer momento para ver com total transparência quantos custos foram gerados pelo uso de dados e telefone em quais momentos e em quais lugares. Portanto, não há surpresas desagradáveis no final do mês.

Alternativas ao Google Fi

Naturalmente, o Google Fi não é o único modelo para viajantes internacionais frequentes. Outras empresas de telecomunicações também querem um pedaço da torta e oferecem uma grande variedade de tarifas. Um exemplo é a Surfroam, que também oferece um SIM de dados móveis com um número inglês com cobertura em mais de 200 países. 

Porém, no caso da Surfroam, o plano é pré-pago, ou seja, é necessário colocar crédito sempre que esgotarem os dados. Além disso, o preço não é fixo no mundo todo – os custos oscilam entre 0.01€/MB na Europa a até 0.08€/MB em alguns países da África. Em casos excepcionais, como no Líbano, os custos chegam a ser bem elevados (0.99€/MB). Por último, vale lembrar que o plano da Surfroam é exclusivamente para dados móveis, portanto o chip não permite receber nem realizar ligações.

Os hotspots móveis que podem ser carregados com vários SIMs também podem ser uma solução interessante. Especialmente em combinação com uma boa tarifa europeia, tal estratégia pode funcionar muito bem para o nômade digital menos viajante que alterna entre os mesmos países o tempo todo.

Com a aprovação do Regulamento de Roaming da UE, os custos de roaming dentro da UE se foram, o que torna possível utilizar tarifas significativamente mais baratas do exterior no país de origem. A fim de evitar precisamente isto, algumas restrições são planejadas, as quais, no entanto, não devem incomodar o empresário móvel. Assim, por exemplo, por tão pouco quanto 15 euros por mês, você pode comprar uma tarifa LTE com volume de dados ilimitado na Dinamarca, mas usá-la em qualquer lugar da UE. Se você considerar o que recebe por isso em outros países, você pode ver como é possível otimizar.

Para mim, no entanto, o Google Fi foi a tarifa certa no momento certo.

Assim que o avião toca o solo, agora estou disponível em quase todos os países do mundo, a um custo razoável. Não há necessidade de comprar, trocar e recarregar SIMs. Tenho o prazer de aceitar certos custos adicionais em comparação com as tarifas locais. Afinal, eu ganho meu dinheiro com a internet. E posso ser contatado por clientes em todo o mundo com um só número.

Conclusão

Ao menos quando escrevi esse artigo, poucos outros empresários de língua alemã usavam o Google Fi. Mesmo assim, eu o recomendava e continuo recomendando, também porque o seu desenvolvimento está progredindo. Não é improvável que o Google venha a integrar sua visão de balões de telefonia móvel na rede Fi e, portanto, não dependa mais de operadores de rede locais em todo o mundo. Em todo caso, o uso da tarifa de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo permite que você se mantenha sempre atualizado em relação às últimas possibilidades técnicas. Estou curioso para ver o que mais o Google Fi tem para nos dizer!

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