O Desperdício dos Seus Impostos: 15 Razões Para Não Pagar um Centavo a Mais

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22 min
Publicado em:
16/1/2023
Última Atualização em:
26/1/23
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Temas Abordados Neste Artigo

Os políticos são iguais independente do país

Nosso artigo sobre 41 diferentes tipos de impostos e a escandalosamente alta carga tributária na Alemanha foi uma forma de entender até que ponto os estados são gananciosos e cruéis quando se trata de saquear seus cidadãos.

O estado alemão, por exemplo, recebe mais de um trilhão de euros por ano e, sem surpresa, esta receita é gasta em todo tipo de despesas estúpidas e extravagantes.

O mais alarmante é que para muitas pessoas o estado não gasta muito, mas muito pouco. 

Não é raro ouvir socialistas e, em geral, aqueles que se esquivam da responsabilidade e querem que o estado cuide de tudo, dizer que "o estado está privatizando cada vez mais", ou mesmo que "os cortes fiscais estão nos custando bilhões".

Esta visão orwelliana da realidade não poderia estar mais longe da verdade: a verdade é que os gastos públicos continuam a aumentar ano após ano.

Nenhum dos problemas que afligem os serviços públicos se deve a uma falta de receita, mas ao excesso de gastos.

Um estado que ganha mais de 1 trilhão de euros por ano deve ter condições de oferecer estradas decentes, o que, se você tiver a oportunidade de viajar na Alemanha, saberá que não é o caso.

Se você está se perguntando quanto seu país recolheu em impostos, no Brasil em 2021 foram 470 bilhões de euros. Em Portugal foram 43.2 bilhões de euros (tudo em euros para facilitar a comparação). Sendo assim:

  • Poderíamos aplicar ao estado a principal reprovação da esquerda aos ricos: há dinheiro suficiente, o problema é que ele está nas mãos erradas.
  • Neste ponto, para um pouco de diversão, vamos dar uma olhada em como esse desperdício de dinheiro dos impostos realmente acontece na Alemanha.
  • Novamente, vamos olhar para o caso da Alemanha, porque se fosse no nosso país de residência não seria divertido, é claro. 

Além disso, a Alemanha é vista por muitos como um exemplo de estado de bem-estar social desenvolvido, portanto esse artigo também tem o propósito de mostrar que nem tudo que reluz é ouro.

Neste breve artigo apresentamos os piores projetos financiados às custas dos contribuintes alemães.

Essas são as regras que seguimos para fazer esta pequena seleção: eles têm que ser gastos que servem a um propósito específico e suficientemente amplo, que pode incluir vários projetos individuais; e eles têm que ter um custo de pelo menos 10 milhões de euros (se estabelecermos o limite abaixo disso, o desperdício é incontável).

Além disso, não incluímos itens de despesas importantes, como o esquema da pirâmide que são as aposentadorias, porque essas despesas não são verdadeiros "desperdícios", mas sim versões pobres de coisas que de outra forma seriam fornecidas pelo livre mercado.

Consideramos apenas gastos esbanjadores que podem ser eliminados imediatamente sem a necessidade de substituí-los, e cujo desaparecimento não prejudica ninguém (não consideramos um dano se um par de burocratas ficar sem uma parte de seu roubo). 

Todos os exemplos citados se referem a casos nos últimos dez anos (embora o projeto possa ter começado mais cedo).

Claro que, assim como fizemos esta lista de desperdícios na Alemanha, poderíamos fazer outra para o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique ou qualquer outro país.

No caso do Brasil, basta dar uma olhada nas dezenas de obras faraônicas não concluídas, ou mesmo nas obras para a Copa e Olimpíadas que estão em estado de declínio total. Mas isso não seria mais divertido para nós.

Se depois de ler nosso artigo você ainda quiser ver em que seu dinheiro foi gasto, você pode dar uma olhada neste artigo sobre corrupção durante a pandemia.

1. A transição energética

Na foto você pode ver uma estação de energia solar

Custo: mais de 1.000.000.000 euros

A ideologia do Partido Verde tornou-se, sem dúvida, uma das formas dominantes de pensar na Alemanha.

Embora não se expresse nos resultados eleitorais, suas ideias são as mais influentes no mundo da política, praticamente todos os partidos incluem "causas verdes" em seus programas.

Certamente, nenhum país ou sociedade no mundo é tão obcecado com o "ambientalismo" quanto a Alemanha:

  • Não importa de qual partido ou movimento social falamos, todos eles são verdes em maior ou menor grau. 
  • E a prova inequívoca dessa situação é a transição energética.

Desde a década de 1990, o estado tem procurado promover energias verdes por diferentes meios, como energia solar, eólica ou biomassa. Por exemplo, centrais de usinas solares e eólicas recebem auxílio estatal. Além disso, operadores de energia renovável pagam menos impostos.

Estimativas indicam que o custo desta promoção de energias renováveis já ultrapassou 100.000 milhões de euros desde a década de 1990, e não parece que vai acabar. Até 2050, os números podem subir para mais de 200 bilhões, e outras estimativas dão números ainda maiores.

As consequências para os alemães são catastróficas, o preço da eletricidade na Alemanha é o mais alto de toda a Europa. Muitas famílias não podem pagar a conta de luz, então sofrem cortes de energia. Esta é a triste realidade na Alemanha.

Como era de se esperar, o objetivo de abandonar o consumo de energias fósseis em favor das renováveis nem sequer foi um grande sucesso. É verdade que a participação do consumo de energia renovável passou de menos de 10% em 1990 para mais de um terço hoje.

No entanto, a maioria dos operadores de usinas solares alemãs que se beneficiaram desses subsídios faliu, então um grande número de usinas solares na Alemanha hoje vem da China e da Índia. Todo esse dinheiro desperdiçado em subsídios não levou a mais inovação por parte daqueles que as receberam, mas a um erro de cálculo e nenhuma inovação.

Quem poderia ter previsto isso? Ninguém, exceto qualquer um que saiba alguma coisa sobre economia, é claro... Além disso, é enganoso dizer que um terço do fornecimento de energia vem de renováveis, porque esses números são muito sazonais.

Por muitos meses, graças à transição energética, a Alemanha depende da importação de eletricidade, e o mais engraçado é que importa energia dessas fontes tão demonizadas como carvão ou energia nuclear. 

A transição energética tem sido um desastre na Alemanha: 

  • A eletricidade tornou-se extremamente cara, as famílias foram reduzidas à pobreza.
  • O fornecimento de eletricidade foi permanentemente comprometido.
  • O país tornou-se dependente da eletricidade importada e os operadores das usinas solares alemãs faliram apesar dos muitos auxílios que receberam. 

Mas isso não é tudo, o pior ainda pode estar por vir: muitos especialistas alertam para um possível apagão generalizado, não apenas porque as energias renováveis são muito caras, mas também menos confiáveis que os combustíveis fósseis. Tal evento pode ter consequências terríveis, e é previsível que pessoas morram se isso acontecer. 

Mesmo que isso aconteça, é mais provável que, em vez de aprender a lição de uma só vez, eles decidam oferecer mais subsídios. Não sabemos que formas de energia seriam impostas em um hipotético mercado livre de eletricidade, mas é claro que as alternativas mais baratas hoje são combustíveis fósseis e principalmente energia nuclear. 

Se é tão importante evitar as emissões de CO2, poderíamos recorrer à energia nuclear porque, ao contrário do que dizem os Verdes, é uma forma muito segura de energia. A atual política energética é, sem dúvida, a maior manifestação do desperdício fiscal – usinas nucleares são desativadas apenas para que seja necessário reativar usinas de carvão ainda mais poluentes. 

2. O Euroresgate

Imagem de cédulas de euros espalhadas

Custo: mais de 50 bilhões de euros

Antes da transição para o euro, a Alemanha era um país com uma moeda especialmente estável em comparação com o resto da Europa. A Grécia, por sua vez, havia desvalorizado sua moeda várias vezes nas décadas anteriores para pagar suas enormes montanhas de dívidas. 

Ninguém poderia prever o que aconteceria a seguir: o colapso total da economia grega. Os gregos mantiveram seu hábito de acumular imensas dívidas, mas chegou um momento em que eles não podiam reduzi-las desvalorizando sua moeda nacional. 

É por isso que os países do euro ficaram bastante surpresos quando souberam em 2010 o quanto a Grécia estava mal. 

Mas o que veio a seguir foi ainda mais surpreendente: a Alemanha — o país com maior poder econômico da Europa e com uma dívida muito baixa em comparação — foi solicitada a, juntamente com outros países economicamente fortes, ajudar a pagar as dívidas dos gregos

O mais irônico é que, em vez de serem gratos, os gregos passaram a odiar os alemães por isso, uma vez que os países que salvaram a economia grega exigiram que eles aplicassem um modelo de austeridade rigoroso (aqui se podia ver paralelos do que sente a classe média/baixa que não paga ou paga muito pouco imposto, para os ricos que pagam grandes quantias). 

Na verdade, muitos economistas previram precisamente esse tipo de resultado. 

Quando vários países com disciplinas fiscais completamente diferentes são forçados a adotar uma moeda comum, esses conflitos são garantidos

A enorme dívida dos gregos e dos outros países em crise, a distribuição da dívida entre todos os países da zona do euro, a perda de autonomia sobre os orçamentos dos estados em crise devido aos pacotes de resgate... tudo isso estava mais do que claro quando o euro foi adotado. 

As políticas desastrosas dos três pacotes de resgate que a Grécia recebeu (2010, 2012, 2015) custaram aos contribuintes alemães, provavelmente, mais de 50 bilhões de euros

É difícil calcular o custo exato da participação da Alemanha nos resgates, porque não esqueçamos que também houveram mais resgates para a Irlanda, Portugal, Espanha, Chipre... 

Muitos cidadãos social-democratas estão tão perdidos em questões econômicas que insinuam que a Alemanha se beneficia de resgates porque os bancos alemães são os maiores credores dos gregos

Esta é, em poucas palavras, sua teoria: 

  • A Grécia pega emprestado dos bancos alemães, os gregos usam os empréstimos para viver além de seus meios. 
  • Então eles não podem pagar os empréstimos e pedem ao estado alemão para cuidar deles; por isso os alemães saem ganhando. 

Qualquer um que prestar um pouco de atenção terá percebido que isso não é inteiramente verdade. Tanto os contribuintes alemães, que foram saqueados mais uma vez, quanto os bancos alemães, que esperavam receber o pagamento e terão que se contentar com um rebaixamento da dívida, perderam com esses resgates

Aqueles que se aproveitaram, pelo menos até o colapso, foram os gregos, que viviam às custas dos outros. Mas no final eles também têm a conta para pagar na forma de uma geração perdida. 

No final, a solução para esta tragédia grega não é simplesmente reintroduzir o dracma, mas é necessário finalmente trazer disciplina fiscal para a Grécia, porque desvalorizar a moeda em si repetidamente para pagar dívidas também não é a solução

Se esse objetivo de longo prazo não for alcançado, é claro que mais gerações serão perdidas no futuro. 

3. Os solicitantes de asilo da Merkel

Imagem de uma boneca representando a ex-primeira-ministra da Alemanha Angela Merkel

Custo: mais de 50 bilhões de euros

Em 2015, os alemães puderam desfrutar de novos hóspedes em seu país. Essas novas pessoas logo chamaram a atenção por seus costumes mais do que questionáveis e sua predisposição à apropriação indevida de caminhões entre outros, mas essa é outra história. 

O que não é normal neste caso é o custo exorbitantemente alto que ele implicou para o contribuinte alemão. Nesse ponto, estamos apenas levando em conta os requerentes de asilo que chegaram à Alemanha em 2015 e 2016, a geração de verão da Merkel

O estado alemão gastou cerca de 50 bilhões de euros só nesta onda. No ano seguinte à sua chegada, o custo foi de 20 bilhões, e foi diminuindo constantemente nos anos seguintes – embora, é claro:

  • O dinheiro continue a ser gasto com os novos requerentes de asilo.
  • Já que sua lenta integração no mercado de trabalho supõe um fardo a curto e médio prazo. 
  • É claro que os gastos orçamentários com solicitantes de asilo não são repreensíveis por si só.
  • Algumas pessoas estão fugindo por necessidade real, e embora o sistema de asilo alemão precise ser completamente reformado, essas pessoas merecem ajuda e não podem esperar. 

No entanto, o que aconteceu no verão Merkel não teve nada a ver com ajudar os necessitados. Na verdade, Merkel deixou as fronteiras abertas sem motivo, já que as vidas das pessoas nos campos de refugiados do Líbano e da Turquia não estavam em perigo

Ao chamado atenderam mais de um milhão de requerentes de asilo, o que representou um enorme fardo econômico e social para a Alemanha, e somente nas próximas décadas descobriremos se a integração dessas novas pessoas teve êxito (as dúvidas são justificadas, tudo seja dito). 

Os requerentes nunca deveriam ter sido autorizados a entrar no país sem controle. Parece que a única razão pela qual Merkel tomou sua decisão, que mais tarde foi revogada pelos austríacos, foi a pressão da mídia que a chanceler temia se fossem mostradas imagens desagradáveis das fronteiras nos noticiários

Pelo menos Merkel nos mostrou toda sua ousadia quando mais tarde alegou que apenas seu acordo com Erdogan havia assegurado as fronteiras e parado o fluxo de refugiados. Primeiro eles eram mais valiosos que o ouro, mas logo então foi uma grande conquista para o seu fluxo... 

4. Pensões de funcionários públicos

Imagem do interior de um escritório com funcionários

Custo: 70 bilhões de euros ao ano

Todos ouvimos que vivemos em uma sociedade de duas classes: ricos e pobres. Bem, a realidade é que vivemos em uma sociedade na qual privilégios são basicamente mantidos por uma classe: funcionários públicos. 

Eles não só estão livres do sistema de mérito graças ao fato de que suas posições em muitos casos são para a vida toda, mas eles têm seu próprio sistema de aposentadoria, separado do resto dos cidadãos.

No entanto, os gastos com pensões não devem ser vistos como desperdício em si, mas como uma versão deficiente de algo que é necessário: aposentadorias.  No entanto:

  • As pensões dos funcionários públicos são um verdadeiro desperdício. Os funcionários públicos, como todos os alemães, poderiam contribuir para o regime normal de aposentadoria e, em seguida, receber a pensão correspondente. 
  • Mesmo que isso não seja o ideal (ainda seria um golpe de pirâmide), pelo menos seria melhor para os contribuintes, e uma solução muito mais justa do que a que existe agora.
  • Um sistema de pensões independentes para os funcionários públicos, por conta dos orçamentos públicos, é completamente desnecessário e poderia ser abolido a qualquer momento, por isso estamos diante de um desperdício enorme. 
  • Os gastos com pensões dos funcionários públicos são de 70 bilhões de euros por ano.
  • Em termos absolutos, esta é a maior despesa anual de toda esta lista de desperdícios.

No entanto, como os funcionários públicos ainda receberam alguma forma de pensão estatal, mesmo que seu regime de pensão fosse abolido, o dinheiro desperdiçado seria, na verdade, um pouco menor. 

Mesmo assim, é verdade que muitos bilhões são desperdiçados, uma vez que os funcionários públicos têm mais direitos do que os aposentados comuns (o que nos traz de volta a ideia de sociedade dividida em duas classes). 

Obviamente, os funcionários públicos não querem confiar na demografia, ou seus salários poderiam ser ameaçados com a velhice. Esquema de pirâmide para os plebeus, pensões decentes para funcionários públicos. 

5. Compra de armas por parte do exército da República Federal da Alemanha

Imagem de armas de fogo espalhadas

Custo: mais de 13.5 bilhões de euros

A verdade é que a existência de um exército alemão é bastante desnecessária. Ninguém acredita que os soldados alemães são especialmente importantes na luta contra o Talibã ou como um baluarte contra os russos. E, em caso de emergência, a Alemanha tem autorização para usar armas nucleares. 

No entanto, os EUA e outros países membros da OTAN estão constantemente pressionando para que a Alemanha aumente seus gastos com defesa até que cumpra a meta não oficial acordada de 2% do PIB para a defesa. Consequentemente, a Alemanha está gastando muitos fundos para reequipar suas forças armadas. 

Nesse processo, o governo alemão consegue não aumentar a capacidade de armas do exército — o que implica mais gastos — ao mesmo tempo em que desperdiça grandes somas de dinheiro público. 

Em 2019, o Livro Negro da União Alemã dos Contribuintes calculou que o orçamento destinado à compra de armas para as forças armadas alemãs superou impressionantes 13,5 bilhões de euros a mais do que estava inicialmente planejado

O programa que mais encareceu caro foi o Eurofighter, que acabou custando 6.9 bilhões de euros a mais do que o acordado pelo Parlamento alemão. 

A restauração do navio de treinamento Gorch Fock, que voltou a navegar em 2021, custou ao contribuinte alemão mais de 10 vezes o preço inicialmente planejado, mais especificamente 135 milhões de euros em vez dos 10 milhões estimados. 

Com o exército, o dinheiro é desperdiçado em todos os lugares. Os alemães não vão fazer com que o Talibã os leve a sério, porque seu exército provavelmente ainda é uma piada. Claro, uma piada muito cara. 

6. Subvenções culturais

Imagem de um microfone em um evento de stand up para comediantes

Custo: 10 bilhões de euros anuais

Quem nunca viu um episódio de uma comédia na televisão pública e pensou "Isso é tão bom que compensa a despesa de bilhões de euros todos os anos!"? Provavelmente ninguém com QI maior que a temperatura média da Antártida. 

Isso não impede o Estado alemão de financiar comediantes, geralmente da extrema esquerda

Na Alemanha, 10 bilhões de euros em subsídios culturais são alocados todos os anos para todos aqueles palhaços que temos que ouvir fazer sua "crítica social". 

Em outras palavras, criticando "os ricos", os banqueiros, os republicanos americanos, os negadores das mudanças climáticas e, acima de tudo, críticas muito ousadas dirigidas a esse grupo que ninguém ousa criticar publicamente... aos nazistas (note o sarcasmo aqui). 

A crise do COVID deixa claro novamente quanto é desperdiçado nesses chamados artistas. Instituições culturais financiadas pelo estado ficaram sem dinheiro da noite para o dia porque muitas das apresentações financiadas publicamente foram subitamente canceladas. 

Isso poderia servir para repensar os gastos com subsídios culturais, mas, em vez disso, artistas nacionais lançaram uma campanha com o slogan "O sistema precisa de cultura!" 

Desnecessário dizer que isso não é verdade: mesmo a cultura autêntica acaba ficando de lado em tempos de crise, mas muito menos se falarmos dessa cultura moderna financiada pelo estado, que representa o ponto mais baixo de toda a história da cultura. 

No entanto, ninguém agora hesita em esvaziar os cofres para salvar a "cultura"... porque quem poderia viver em um país onde Greta não é elogiada toda semana às custas dos contribuintes e esses velhos brancos egoístas não estejam sendo ridicularizados? 

7. A estação Stuttgart 21

Imagem da Estação central ferroviária de hauptbahnhof

Custo: 8 bilhões de euros

Se o projeto da estação de trem de Stuttgart 21 é conhecido por qualquer coisa, é por causa da enxurrada de críticas que recebeu de alguns cidadãos indignados. Eles rejeitaram o projeto em nome da defesa do meio ambiente, e às vezes se opuseram à resistência violenta. 

No final, um referendo foi realizado e o projeto da estação foi adiante. Nenhum dos inimigos da Stuttgart 21 parecia se importar com a carga tributária sobre os cidadãos. Imagino que, naquela época, eles não podiam prever o monstro que pairava sobre todos. 

As árvores e besouros que viviam lá eram o maior problema (e talvez ainda sejam para mais de um verde). 

Qual é o resultado? O projeto está planejado desde 1995. Inicialmente deveria custar 2.5 bilhões de euros, em 2009 já se dizia que o valor seria de 4 bilhões, e agora é de 8 bilhões. Um escândalo verdadeiramente incrível. 

E o pior é que esses números provocaram muito menos protestos do que as preocupações ambientais pelas quais tantos se manifestaram contra a Stuttgart 21. 

As prioridades dos alemães são mais do que claras: proteger os besouros traz mais pessoas indignadas às ruas do que o desperdício de bilhões de euros de dinheiro público. 

8. O aeroporto de Berlim

Imagem do Aeroporto de Berlim-Tegel
Aeroporto de Berlim-Tegel

Custo: 7 bilhões de euros

Um clássico! Quando um alemão pensa em dinheiro público jogados fora, certamente a primeira coisa que vem à mente é o aeroporto de Berlim. Este prestigiado projeto de Berlim, que substituiria o veterano aeroporto Berlin-Tegel, custaria 2 bilhões de euros; e sua abertura estava marcada para 2012. 

Finalmente, nada disso foi cumprido. 

Novos recordes são quebrados a cada ano. Erros cada vez mais absurdos encheram as manchetes. Parece impossível que tantos erros de cálculo possam ser feitos como os que ocorreram durante a construção do Aeroporto de Berlim. 

No final, os custos somaram nada menos que 7 bilhões de euros. Infelizmente, a reação pública mostrou que a tragédia do socialismo (ou, neste caso, da social-democracia) nada mais é do que uma piada para a maioria dos alemães. Houve muitas risadas. Um pouco de raiva. 

Os bilhões de euros desperdiçados não passavam de uma estatística, uma piada nos programas desses comediantes engraçados. Nada foi aprendido com o desastre. O aeroporto foi inaugurado no final de 2020, e nenhuma aeronave foi autorizada a decolar devido ao bloqueio do COVID. 

9. A consolidação da infraestrutura federal de TI

Ilustração de palavras chave de ciber segurança

Custo: 3.4 bilhões de euros

Em 2015, o governo federal decidiu que todas as agências federais deveriam ter um sistema de TI unificado. 

Até então, todas as agências tinham seu próprio software, o que significava que havia mais de 100 diferentes centros de informática diferentes e 1000 salas para armazenar os servidores. 

É verdade que resolver este caos era uma medida compreensível, mas a execução foi desastrosa. Após mais de 5 anos, o projeto ainda não está concluído e seu atraso foi anunciado até pelo menos 2025. 

Os custos até agora somam 3.4 bilhões. Mais de 500 milhões foram gastos apenas em consultorias. Se tivessem contratado algum programador do Github, temos certeza que teriam economizado um pouco. 

10. A filarmônica de Elba

Custo: 866 milhões de euros

Um caso particularmente notório de desperdício de dinheiro público é o da Filarmônica de Elba. Os 77 milhões de euros que deveria custar no início tornaram-se 866 milhões. Esse é o balanço atroz deste projeto. 

No futuro, a sala de concertos será, sem dúvida, um dos marcos de Hamburgo, e as gerações futuras terão esquecido a vergonhosa história de sua criação. 

Era originalmente inaugurado em 2010, mas um enorme erro de cálculo causou um atraso de sete anos. Afinal, este escândalo fez muitas manchetes, comparáveis às do aeroporto de Berlim. Como você pode imaginar, este investimento do contribuinte alemão não será rentável nunca. 

11. A restauração da Ópera de Berlim

Imagem da ópera estatal de Berlim
Ópera estatal de Berlim

Custo: 440 milhões de euros

A Ópera Unter den Linden foi um projeto de prestígio do governo alemão. 

Embora, obviamente, a privatização tenha sido a melhor opção, a restauração com dinheiro público não parecia, a priori, que se tornaria um caso particularmente grave de desperdício. 

Mas não foi esse o caso. 

A reforma foi adiada por quatro anos, e o custo final de 440 milhões de euros excedeu a previsão inicial em 200 milhões. Assim, um projeto louvável tornou-se outro exemplo de má gestão governamental às custas do contribuinte, que muitas vezes financia esses projetos sem nem saber.

O mais triste de tudo é que uma instituição cultural centenária na Alemanha tornou-se mais uma vez um panteão milionário de impostos desperdiçados. 

12. O túnel sob a Estação Central de Augsburgo

Imagem da Prefeitura de Augsburgo
Prefeitura de Augsburgo

Custo: mais de 239 milhões de euros

Sim, a Baviera também entra nesta lista. A cidade de Augsburg estava ansiosa para reconstruir sua estação de trem. 

Um túnel e uma parada de bonde tinham que ser construídos, o custo foi inicialmente estimado em 70 milhões de euros em 2006. Até o momento, a construção não foi inaugurada, e estima-se que o custo atualizado esteja entre 230 e 250 milhões de euros – embora outros estimem 300 milhões. 

Estamos falando de um aumento total de três a quatro vezes o valor inicial. 

A boa notícia é que, em meio à crise da Corona, a construção do túnel foi concluída, mas a parada do bonde só deve ser inaugurada em 2023. Quem sabe quando o bonde vai realmente funcionar ou quantos milhões terão sido desperdiçados até lá. 

13. A rescisão de um contrato de locação no porto de Hamburgo

Imagem do porto de Hamburgo
Porto de Hamburgo

Custo: 118 milhões de euros

O porto de Hamburgo é conhecido mundialmente. Infelizmente, não está isento de interferências estatais em todos os âmbitos

Em 2009, a cidade de Hamburgo pagou cerca de 118 milhões de euros a uma empresa de logística para encerrar prematuramente um contrato de locação na zona de Steinwerder. 

No entanto, o contrato teria expirado logo depois, e a área despejada em 2016 permanece sem ser utilizada até hoje. 

E o melhor: no verão de 2020, arsênico altamente tóxico foi encontrado na bacia portuária. Portanto, é impossível prever quando a construção poderá começar. Hamburgo entra na nossa lista pela segunda vez. 

14. Os pedágios

Imagem de uma rodovia na Alemanha

Custo: 77 milhões de euros

Um projeto que não só custa muito, mas deve ser pago de forma adiantada: os pedágios desenvolveram essa forma especialmente arteira de desperdício público. 

O ex-ministro federal dos Transportes, Construção e Desenvolvimento Urbano Andreas Scheuer propôs apresentá-lo em 2013 para aliviar a carga tributária sobre os contribuintes alemães. 

Os estrangeiros deveriam pagar um pedágio pelo trânsito de seus carros nas rodovias alemãs e, em troca, os alemães pagariam menos impostos sobre seus veículos.

O resultado: 

  • 76,7 milhões de euros foram gastos no projeto até agora e 
  • a UE declarou em 2019 que os pedágios (portanto) iam contra a legislação comunitária da UE. 

Scheuer não vai se importar muito: ele já ocupa outra posição e, como na maioria dos países (se não todos), não há responsabilidade política pelo desperdício de dinheiro público. 

15. A administração escolar oficial de Baden-Württemberg (ASV-BW)

Imagem do Palácio de Mannheim em Baden-Württemberg
Palácio de Mannheim em Baden-Württemberg

Custo: 47 milhões de euros

Como o sétimo lugar nesta lista, este ponto também fala de um projeto de computador. Com essa proposta, o governo estadual de Baden-Württemberg queria reduzir o trabalho administrativo e facilitar a coleta de dados para a Administração. 

Os custos esperados eram de 4 milhões de euros, mas acabaram sendo de 47 milhões de euros no final. Os prazos para este projeto também são notáveis: o software deveria ser utilizado em todas as escolas para o ano letivo de 2008/2009, mas no ano letivo de 2018/2019 ele ainda é utilizado em menos de 10% das escolas. 

Outra falha na educação e na informática em Baden-Württemberg foi a plataforma educacional "Ella", para a qual o governo estadual destinou 6,5 milhões de euros. Embora seja outro exemplo de desperdício total, não foi desperdiçado dinheiro suficiente para aparecer nesta cuidadosa seleção.

3 lições importantes

E até aqui que chegamos hoje. Espero que o artigo de hoje tenha te servido para três coisas: 

  • Em primeiro lugar, entender que, ao contrário do que muitos pensam, nem os políticos em países desenvolvidos como Alemanha são sérios, nem as populações desses países no geral refletem o suficiente sobre o uso de seu dinheiro. 
  • Segundo, confirmar que o dinheiro (e projetos de qualquer tipo) sempre estarão melhor em mãos privadas do que à disposição de políticos e funcionários públicos. 
  • E terceiro, dar o passo para tomar conta de sua vida e parar de pagar impostos

Sempre que quiser, você pode contratar sua consultoria da Settee para ajudá-lo a analisar sua situação e explicar as opções que você tem. 

Porque sua vida te pertence!

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