6 Vantagens de Ter uma Residência Sendo um Viajante Perpétuo

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17 min
Publicado em:
11/2/2022
Última Atualização em:
3/10/22
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Temas Abordados Neste Artigo

Introdução à vida de um viajante perpétuo

Recebemos um grande número de mensagens de agradecimento de leitores entusiasmados que realizaram a saída definitiva após ler nosso Desafio Nômade Digital. Eles não vivem mais no país de origem e, como a maioria deles não possui um novo local de residência, agora estão sem residência fixa.

Suas vidas como viajantes perpétuos estão prestes a começar. Eles se prepararam: realizaram a saída definitiva e poderão viver livres de impostos.

Mas tenha cuidado! Em alguns países, você se torna residente fiscal e tem que pagar impostos o ano todo mesmo se você estiver lá apenas por um curto período de tempo.

Isso significa que você tem que pagar imposto este ano se você ganha acima do valor da renda mínima ou se você não for residente em outro país que tenha um acordo para evitar a dupla tributação.

O processo de libertação do estado leva tempo, mas há tempo mais do que suficiente para você se preparar e realizar a saída definitiva mesmo em menos de um mês. É importante, então, que você entenda e aplique corretamente a Teoria das Bandeiras.

As pessoas às vezes falam sobre as desvantagens de ser um viajante perpétuo, com base em certos mitos e uma concepção errada do que realmente significa ser um viajante perpétuo.

Alguns criticam a falta de residência permanente e suas desvantagens, mas simplesmente não entendem que a residência permanente é uma parte fundamental da Teoria das Bandeiras, por isso é importante na vida de um viajante perpétuo.

A viagem perpétua não é um estado fixo; é um processo. À medida que vai descobrindo cada vez mais lugares enquanto viaja pelo mundo, você finca cada vez mais bandeiras em diferentes países… Como, onde e se você realmente consegue fincá-las, é uma escolha pessoal.

Você não precisa de uma residência permanente, mas é altamente recomendável ter uma. Explicaremos o porquê neste artigo.

Por que você precisa de uma residência permanente?

Imagem de um casa residencial padrão americano

É compreensível que muitas pessoas associem ser um viajante perpétuo com não ter uma residência permanente. Afinal, um viajante é uma pessoa sem casa, não é mesmo?

É verdade que a falta de residência fixa é o ponto de partida, mas não é o objetivo final. No fim das contas, todo mundo começa do zero.

Ninguém começa sua jornada dirigindo um negócio offshore, com contas bancárias em paraísos fiscais seguros e vários passaportes em mãos, nem o viajante perpétuo começa sua jornada tendo residência fixa; na verdade, os viajantes ainda nem sabem onde querem viver.

O viajante perpétuo terá que superar restrições à imigração, o que acarreta num grande esforço econômico e burocrático, esforço esse que, quando começamos, geralmente preferimos investir num negócio do qual possamos viver.

A maioria dos países verdadeiramente interessantes exige como requisito mínimo:

  • Grandes investimentos
  • Contratar múltiplas pessoas
  • Ter pelo menos lucros consideráveis no seu negócio

Coisa que a maioria das pessoas que estão começando não tem.

No entanto, antes de pensar em não morar em nenhum lugar por um longo prazo, você terá que decidir qual país e região você realmente gosta.

Os viajantes perpétuos jovens e livres preferem explorar o mundo antes de decidir o lugar ou os lugares ideais para se estabelecer.

Os benefícios fiscais e legais realmente não terão importância se você odiar o lugar onde mora. Afinal, você precisa ficar no local de residência pelo menos a metade do ano (183 dias) se quiser ser residente fiscal lá.

Este é o principal problema que qualquer pessoa que queira ter uma residência permanente no exterior enfrenta:

  • Para obter o status de residente fiscal na maioria dos países, é necessário estar lá pelo menos 183 dias por ano
  • Alguns países têm regras específicas, como ter de estar lá por um período mínimo de 120 dias em três anos, por exemplo
  • Em outros, basta alugar um imóvel durante o ano inteiro

Se essas regras não forem cumpridas, é possível até perder a autorização de residência.

Portanto, não é nada surpreendente que a maioria dos jovens prefira não ter uma residência permanente.

No entanto, depois de viajar um pouco, até o viajante mais ávido começa a sentir falta de ter um lar em algum lugar do mundo. Por esta razão, muitas pessoas tentam criar uma base para si mesmas em determinado país.

Felizmente para você, existem alguns países que não levam muito a sério esse requisito de 183 dias (falaremos sobre alguns exemplos, como o Chipre, em outros artigos). Isso significa que você não precisa ficar lá metade do ano para obter e manter sua autorização de residência.

Enquanto nos países mais rigorosos você provavelmente terá que solicitar uma nova licença de vez em quando, o que geralmente envolve muita burocracia e problemas, a maioria dos países em desenvolvimento torna isso muito mais fácil para você.

Muitas vezes, esses lugares nem contam com as ferramentas necessárias para verificar quanto tempo você passou naquele país de fato.

  • É mais difícil quebrar a regra dos 183 dias nas ilhas (porque é fácil verificar os voos)
  • A maioria dos países continentais não causa muitos problemas

Vale mencionar o Espaço Schengen - viajando dentro da Europa de trem, carro ou ônibus não há controle de fronteiras.

América Latina também é bem relaxada quando se trata da regra dos 183 dias - Paraguai, Nicarágua, Belize e Filipinas são países conhecidos por serem "de boa" nesse quesito.

Também existem países que deliberadamente tentam atrair pessoas ricas, oferecendo-lhes uma autorização de residência que não exige uma estadia mínima no país. Às vezes, eles só precisam pagar um imposto fixo para se beneficiar dos direitos inerentes a uma residência permanente.

Malta, um país que torna relativamente fácil para os cidadãos da UE obterem uma autorização de residência permanente por estarem lá por pelo menos 183 dias por ano, também oferece um programa que não impõe restrições à duração da estadia, mas nesse caso, às vezes é necessário pagar um imposto fixo de 15.000 euros por ano e comprar ou alugar um imóvel na ilha.

Residência permanente e obrigações fiscais

Mas por que eu iria querer uma residência permanente? Isso não significa que eu teria que pagar impostos?

Você está certo se pensa que está sujeito às leis tributárias do país em que vive. Mas estar sujeito às leis tributárias de um país não significa que você realmente tenha que pagar impostos.

Existem muitos países onde os residentes (especialmente estrangeiros) estão isentos do pagamento de imposto de renda. Além disso, ao contrário do que acontece quando você não tem uma residência, você pode economizar muito dinheiro com impostos sobre ganhos de capital e impostos indiretos (IVA).

  • Existem cerca de 65 países no mundo onde, se você fizer isso corretamente, poderá viver sem impostos.
  • Existem outros 15 países onde o imposto de renda é mínimo e, uma vez que eles não tributam a renda obtida no exterior, você pode manter um negócio offshore (em um paraíso fiscal) sem problemas.

Assim, desde um total de 80 países, você pode escolher qual deles deseja ter como residência, sem pagar quase nenhum imposto. Alguns deles tornam mais fácil para você, outros mais difícil e alguns tornam virtualmente impossível obter uma autorização de residência.

Essas 80 jurisdições, lugares onde você pode morar como quiser sem que as restrições fiscais sejam um problema, representam dois quintos da população mundial.

No entanto, os países totalmente isentos de imposto de renda são, geralmente, problemáticos.

O problema nesses países é que normalmente:

  • Ou não são muito atraentes em termos de qualidade de vida
  • Ou têm critérios de elegibilidade para a imigração nos quais poucas pessoas de fato conseguem se encaixar

Mas há outros países atraentes onde nós da Settee, pessoalmente, estaríamos dispostos a morar em algum momento, países onde você pode conseguir uma residência permanente com bastante facilidade.

Agora, vamos começar com as vantagens de ter uma residência. Por um lado, a residência protege dos riscos oriundos de viajar sem residência e, por outro lado, oferece muitas oportunidades.

A residência protege você de certos problemas: 

  • Ajuda se você retornar ao seu país de origem
  • Protege você contra possíveis mudanças na lei ou crises
  • Evita problemas relacionados à falta de endereço físico (ou endereço postal)

E também oferece algumas vantagens:

  • Ajuda a evitar impostos sobre ganhos de capital em seu país de origem
  • O reembolso de impostos indiretos (como o IVA) em certas circunstâncias
  • Oferece melhores opções de investimento e acesso facilitado a imóveis
  • Outros privilégios

A seguir, gostaríamos de falar sobre esses aspectos detalhadamente. Lembre-se de que estas informações se aplicam principalmente a cidadãos europeus, mas também podem ser válidas para outras nacionalidades.

6 vantagens de ter uma residência permanente

1. Ajuda se você retornar ao seu país de origem

Apesar do que possa ter ouvido, embora você não esteja domiciliado em nenhum lugar, você não perde certos direitos (e obrigações). Você não existe fora da lei: ninguém pode matá-lo, roubá-lo ou escravizá-lo sem ser punido.

Você abandona seus “direitos” em termos de apoio estatal, mas, em troca, você é libertado de muitos outros deveres. Além disso, você ainda pode votar no seu país de origem, embora possa ser um pouco complicado e nem mesmo seja do seu interesse.

No entanto, viajar ao redor do mundo sem residência fixa (ou obrigações fiscais) por alguns anos e depois retornar ao seu país de origem sem ter sido residente em outro país durante esse tempo, pode causar outro problema.

Qual é esse problema? Bem, as autoridades em seu país, pelo menos as autoridades financeiras, perguntarão onde você esteve nos últimos anos. Você pode ter feito a saída definitiva, e na verdade, continuou morando em seu país em segredo. Ou alternativamente, você pode realmente ter vivido no exterior, mas não pode provar por quanto tempo.

Se você não se planejar, é provável que isso seja um grande problema. Ter que pagar os impostos vencidos de anos anteriores é o pior que você pode esperar neste caso.

Além disso, mesmo que você possa provar que esteve ausente, nunca saberá como as autoridades avaliarão seu caso. Definitivamente, você terá que guardar o seu passaporte, com todos os carimbos de entrada e saída, assim como os recibos dos voos e dos hotéis.

Até onde sabemos, pelo menos no Brasil, não há casos em que um viajante perpétuo sem residência fixa tenha tido problemas no seu retorno (além dos mencionados), mas isso não significa que seja igual em outros países.

Claro, você deve levar em consideração seus ganhos e seu patrimônio.

  • Se você não tem muito dinheiro, as autoridades financeiras podem deixar passar.
  • No entanto, se você ganhou muito dinheiro no exterior, especialmente se esteve ausente por um longo tempo, é importante que você se proteja de alguma forma. A autorização de residência em outro país é a melhor forma de fazê-lo.

Se você é um cidadão da UE, no entanto, não deve ter muitos problemas. Você pode simplesmente viver em outro país europeu por um ano e pagar os impostos cabíveis naquele ano. Depois disso, você poderá retornar ao seu país de origem sem problemas.

O mesmo vale para os cidadãos do Mercosul, como Brasileiros. Você pode facilmente estabelecer residência no Uruguai ou Paraguai, ficar lá por um ano e voltar.

Mas, ainda estamos nos perguntando: “Por que você iria querer morar no seu país de origem novamente? Quer mesmo passar de pagar 0% dos seus lucros a pagar mais da metade da sua renda (em impostos diretos e indiretos, seguridade social etc…) de novo?”

2. Protege você contra possíveis mudanças na lei ou crises

Em geral, as pessoas que não têm residência permanente não precisam pagar impostos, embora isso possa variar de um país para outro.

  • Os residentes de Portugal e Espanha, por exemplo, ainda precisam pagar impostos por quatro anos quando se mudam para um paraíso fiscal.
  • Os residentes de muitos países da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth) precisam provar que residem em outro país para poderem ser isentos de impostos.

Uma residência permanente não é apenas uma boa ideia caso haja mudanças na lei. Você pode querer viver num lugar seguro, que não será afetado pelas crises vindouras. As crises econômicas estão longe do fim, os conflitos regionais e as guerras são inevitáveis e sempre existe a chance de conflitos a nível mundial.

Um fator a levar em consideração ao escolher um país pode ser o seu status neutro e amplamente autossuficiente, onde você pode sobreviver a qualquer grande crise.

Considerar esse fator pode parecer meio bobo para algumas pessoas. Mas podem não achar tão engraçado quando forem realmente impedidas de entrar em outros países, uma situação totalmente plausível quando ocorrem crises humanitárias, políticas ou econômicas. Qualquer pessoa que não tenha um plano B, terá problemas.

Os campos de batalha estão e estarão na Eurásia, especialmente no Oriente Médio e Norte da África. Se esse fator é preocupante para você, recomendamos que resida em áreas fora dessa zona de risco.

Fatores importantes a considerar são que a economia seja em grande parte autônoma, neutra e o país se encontre numa posição geograficamente estratégica.

Com esses fatores em mente, você pode avaliar que alguns países da América do Sul e do sul da África têm perspectivas interessantes. As ilhas geralmente não são aconselháveis porque não são grandes o suficiente para valer a pena viver no longo prazo, com algumas exceções como as Ilhas Maurício.

No entanto, você deve decidir por si mesmo se esses fatores são importantes para você.

3. Evita problemas relacionados à falta de endereço físico (endereço postal)

A falta de um lar permanente limita sua capacidade de comunicação. Afinal, você não tem um endereço para enviar e receber correspondências.

Embora agora seja possível fazer quase tudo online, ainda existem alguns casos nos quais você precisa de um endereço.

No entanto, existem várias maneiras de resolver esse problema. Você pode ter:

  • Um endereço temporário próximo à sua localização atual
  • O endereço de seus pais, familiares ou amigos
  • Um escritório virtual que envie sua correspondência quando você quiser.

As possibilidades são muitas.

Embora isso geralmente seja suficiente para a maioria das tarefas diárias, às vezes não é suficiente para algo que é muito importante para todo viajante perpétuo: contas bancárias offshore, o quarto ponto da Teoria das Bandeiras.

Devido a leis e acordos como o Common Reporting Standard (CRS) para evitar a sonegação fiscal, leis contra lavagem de dinheiro ou políticas "Conheça seu cliente" (Know-Your-Client) para lutar contra o terrorismo, está ficando cada vez mais difícil abrir uma conta bancária no exterior.

Foram-se os dias em que você podia entrar num banco suíço com uma maleta cheia de dinheiro. Praticamente em qualquer lugar, você precisará de algum tipo de comprovante de residência, na forma de uma fatura enviada para o seu endereço.

Você vai precisar de um comprovante de residência como:

  • Conta de luz
  • Conta de água
  • Conta de telefone
  • Conta de internet fixa

Esse documento deve ser dos últimos três meses e ter escrito seu local de residência, pelo menos se você deseja abrir uma conta em banco remotamente, fazendo isso através de contato por e-mail e não de forma presencial.

Se você for pessoalmente a um banco e tentar abrir uma conta bancária, pode ter sorte e só precisar apresentar seu passaporte. No entanto, isso varia muito dependendo do país e até de um banco para o outro.

Claro, você não precisa de uma residência permanente para obter essa conta de serviços domésticos. É fácil alugar um quarto por um mês, já que você precisa de um lugar para dormir de qualquer maneira. Após receber a fatura, não deveria haver problemas ao abrir uma conta bancária (aliás, essa é a melhor estratégia contra a troca de informações).

Mas você pode realmente querer ficar em algum lugar por um longo período de tempo. Quando o seu rendimento for superior a um determinado montante, é uma boa ideia ter uma residência no exterior para onde você possa voltar pelo menos regularmente, independentemente de ser alugada ou não.

Em todo caso, você precisará de uma autorização de residência permanente antes de poder comprar propriedades em muitos países.

Com um imóvel no exterior, você tem controle total sobre suas correspondências, seus amigos podem desfrutar de férias baratas, você pode ganhar dinheiro alugando-o e também se beneficiará tendo uma residência fixa para onde retornar quando quiser ou precisar.

Esteja ciente de que ter uma base em outro país não significa necessariamente que você precise ter uma autorização de residência lá. Você pode, por assim dizer, ser uma pessoa sem endereço fixo que possui um endereço.

Na maioria das vezes você não pode comprar um imóvel sem uma autorização de residência, mas é possível alugar sem problemas. Se você passar quatro meses por ano com visto de turista no seu “apartamento de férias” alugado, o problema de endereço provavelmente estará resolvido. No entanto, você perderia as outras vantagens sobre as quais vamos falar.

4. Ajuda a evitar o imposto sobre ganhos de capital em seu país de origem

Se você realizar a saída definitiva em seu país de origem, mas mantiver suas contas e suas corretoras, não há nenhum problema, você não se torna automaticamente um contribuinte (embora uma retenção na fonte possa ser imposta). Mais uma vez, as leis podem variar dependendo do país.

No entanto, a renda obtida por meio de investimento de capital pode obrigá-lo a pagar impostos como não residente.

Imagem de dólares espalhados

Isso significa que sua receita oriunda de certas fontes estarão automaticamente sujeitas à retenção na fonte. Isso inclui:

  • Juros
  • Royalties
  • Dividendos

Os bancos e as corretoras retêm automaticamente os impostos a pagar, o que o poupará de ter que fazer a sua declaração de impostos porque, geralmente, as entidades financeiras correspondentes farão isso para você.

No entanto, isso significa que, dependendo do país onde você tem suas contas, essas entidades financeiras podem acabar ficando com um grande pedaço de sua receita.

Claro, você não precisa continuar usando contas nem brokers em seu país de origem porque existem muitas outras alternativas. Mas muitas pessoas gostam de manter o que já possuem há muito tempo, principalmente se você tem um bom relacionamento com a entidade bancária ou se aprecia o bom atendimento do seu corretor.

Afinal, está cada vez mais difícil abrir uma boa conta bancária no exterior.

Se você não tem residência, poderá evitar o imposto sobre ganhos de capital, mas se tiver residência em outro país, você pode solicitar a isenção ou redução de impostos sobre seus rendimentos de dividendos, juros e royalties em alguns países baseado no acordo de não-bitributação.

5. Reembolso de impostos indiretos (IVA)

Em muitos países (México, Espanha, Argentina, etc), o IVA é adicionado a todos os preços de produtos.

No entanto, esse imposto é apenas para quem usa o produto no local em que o compra. Se você residir fora do país, teoricamente, você tem a opção de reivindicar o IVA. 

Portanto, se você compra na União Europeia, mas vive fora dela, você tem, pelo menos em teoria, a possibilidade de obter o reembolso do IVA. Você deve ter notado que existe um balcão para isso nos grandes aeroportos.

A verdade é que, por algum motivo, esta forma de recuperar o IVA é raramente utilizada. Já estivemos muito tempo em aeroportos e quase não vimos pessoas usando esses balcões.

Sim, é verdade que é necessário algum esforço para juntar todas as suas faturas e arquivar alguns documentos, mas não achamos que seja tão trabalhoso assim.

No fim das contas, você está recebendo, por exemplo:

  • 21% de volta na Argentina
  • 21% de volta na Espanha
  • 16% de volta no México

Isso só para citar o exemplo de países hispanófonos. Vale a pena fazer esse esforço quando você compra itens caros como PCs e celulares.

6. Melhores opções de investimento e acesso facilitado a imóveis

Já mencionamos que, na maioria dos países, é necessária uma autorização de residência para comprar bens imóveis. O mesmo acontece com um melhor acesso a determinados investimentos.

Recentemente, um cliente nos falou sobre a possibilidade de garantir taxas de juros entre 10% - 15% no Paraguai.

No entanto, você precisa ter uma autorização de residência lá para poder se beneficiar dessas taxas. Felizmente, o Paraguai é um dos países mais fáceis de obter uma autorização de residência.

Não importa se o objetivo forem imóveis ou outros investimentos, com uma autorização de residência no país certo, você terá muitas opções.

Quando você deveria começar a procurar uma residência?

Esperamos ter esclarecido para você o que é um viajante perpétuo e as vantagens de ter uma residência. No início, o viajante perpétuo não costuma ter uma residência fixa; no entanto, dadas as vantagens de ter uma residência, acreditamos que seja importante investir nisso.

Possuir uma residência é a situação mais recomendável para um viajante perpétuo.

Nós nos vemos confrontados novamente com o paradoxo de ser apátrida.

Você é apátrida se tiver residência permanente em outro país? Sim, você é. O mesmo acontece com sua nacionalidade.

  • Você não está à mercê de um país se tiver cidadania de dois países.
  • Você pode minimizar o risco de um fim abrupto de suas viagens permanentes se tiver uma residência fixa, sem mencionar as muitas outras vantagens que isso traz.

Afinal, você sempre pode desistir de sua autorização de residência abandonando o país, ou mesmo obtendo várias autorizações ao mesmo tempo (desde que esses países estejam de acordo com isso).

Isso nos leva à questão de quanto tempo você deveria ficar sem uma residência permanente. É uma pergunta complicada e depende inteiramente do seu caso específico.

Normalmente, você deveria começar a pensar nisso depois de cerca de 2 a 3 anos vivendo como um viajante perpétuo. Mas, se você já está ganhando bem, deveria pensar em conseguir uma residência em algum lugar antes mesmo de realizar a saída definitiva do seu país de origem.

Realmente depende de suas necessidades pessoais. Alguns preferem ter um lugar onde possam ficar permanentemente durante metade do ano. No entanto, se você for um nômade total, você pode adiar isso por um tempo ou pode escolher um país para ser sua residência permanente sem precisar permanecer lá por longos períodos.

Não ter residência permanente é uma boa oportunidade para os jovens que pretendem fundar uma nova empresa sem restrições ou impostos. Ao mesmo tempo, eles podem usar sua liberdade para descobrir muitos lugares ao redor do mundo onde podem se imaginar vivendo mais adiante.

No entanto, para o longo prazo, é uma boa ideia ter uma residência permanente; não apenas para se proteger de certos riscos, mas também para se beneficiar das vantagens adicionais oferecidas.

Se você deseja solicitar uma residência para evitar os problemas que discutimos neste artigo, você pode dar uma olhada nas opções de residência mais interessantes e, claro, pode entrar em contato conosco e contratar uma consultoria para fazermos o planejamento para o seu caso.

E claro, se você está querendo se tornar um viajante perpétuo, não deixe de conferir o nosso Desafio Nômade Digital em 28 Dias.

Porque a sua vida te pertence!

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