O Preço de Viver em um País com Altos Impostos e a Imoralidade de Pagar Imposto

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11 min
Publicado em:
19/1/2023
Última Atualização em:
20/1/23
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Viver sem impostos é possível?

Já falamos muitos em outros artigos sobre como pode ser interessante viver e abrir empresa em países em que você pode viver sem impostos. 

Hoje, queremos dar lugar a outro aspecto importante para nós, o moral e filosófico. 

Além disso, também queremos deixar claro o preço que você está pagando por continuar a viver onde você está.

Viver sem o estado, libertar-nos das correntes que os Estados querem nos colocar é o objetivo de nosso blog, no entanto, a forma de Settee alcançar esta liberdade não é uma revolução violenta, nem ignorar os estados ou se livrar de sua nacionalidade.

Pelo contrário, propomos conhecer o "inimigo" e tirar proveito de suas características para ser o mais livre possível. Tudo isso pode parecer paradoxal à primeira vista e nós gostaríamos de explicar isso.

Por que pagar impostos é imoral

Imagem de cédulas de euros espalhadas

Para nós da Settee, deixar de pagar impostos não é simplesmente uma questão de gosto e utilidade, mas também uma questão moral.

Viver sem estado é pensar sem fronteiras. Viver sem estados é um passo para longe dessas figuras paternalistas e autoritárias e em direção a tomar nossas vidas um pouco mais em nossas próprias mãos. Liberdade e independência são, neste caso, palavras-chave.

Se tornar apátrida não é um objetivo, é um processo. Viver sem o estado significa tomar consciência e assumir responsabilidade pelas próprias ações, e viver a vida de acordo com as próprias convicções. Ser apátrida é neste sentido sinônimo de "sem dono".

Como explicamos em outro artigo de nosso blog sobre viver sem o estado, uma vida sem o estado não significa para nós viver sem direitos, mas colocar os próprios direitos acima das obrigações (locais) impostas a você pelos estados e escolher quais dos muitos estados existentes são os que melhor se adaptam ao seu modo de viver e ver o mundo (algo que já falamos em nosso primeiro artigo sobre a Teoria das Bandeiras).

Deixar de viver sob o jugo dos estados não é uma tarefa fácil e vem com certas mudanças em nossa maneira de ver o mundo e de vivê-lo, mas, se fomos capazes de fazer isso (O Adrian da nossa equipe tem quatro filhos), por que não você também?

Tenha em mente que há centenas de pessoas em todos os tipos de situações que saem de seu inferno fiscal pessoal a cada trimestre, mudando de residência com nossa ajuda.

Eu sei que você tem sua vida feita e aparentemente não pode mudá-la, que seu parceiro não quer se mudar, que você tem crianças para cuidar e os pais que têm mais idade. Entendemos, mas a sua a vida te pertence.

Isto não significa que você não deva estar interessado em ninguém ou que não possa fazer concessões. 

Mas, você deve ser quem decide o que quer fazer, como quer viver a vida que tem, sem se deixar aprisionar pelo que os outros pensam que sua vida deve ser ou pelo que é dito por aí que é a melhor opção para viver uma vida feliz.

Quero que você saiba que tanto ficar e sair de onde você está são decisões perfeitamente respeitáveis, e que eu acho perfeito que todos sejam livres para escolher o que fazem e que o façam levando em conta aqueles ao seu redor.

Entretanto, gostaria que você se certificasse de que é isso que você realmente deseja antes de se convencer de que não há outra maneira, porque a história de que não há outra opção simplesmente não é verdade.

Decida como você quer viver, não se deixe vencer pelo cotidiano, pela inércia, pelo medo da mudança. Decida, porque se não o fizer, a vida decidirá por você, e o ruim é que não importa quem tenha decidido, você arcará com as consequências.

Algumas pessoas se surpreendem que haja pessoas que deixam seu país em busca de uma vida melhor, sem vontade de continuar a apoiar o sistema de m#rda e toda a enganação da escravidão moderna em que vivemos (nesse artigo explicamos nossas críticas ao estado).

Estamos surpresos com o oposto, que ainda são tão poucos que tentam escapar de tudo isso.

Imagem de um duende com uma placa, dizendo para ir embora

A única explicação que encontramos é que as pessoas não estão fazendo as contas, que não conhecem a história, que não entendem como os seres humanos funcionam, que estamos simplesmente à mercê da lei da inércia combinada com medo e resistência à mudança, e que somos incapazes de superar a forte Síndrome de Estocolmo sob a qual nos encontramos com respeito a nossos países de origem.

Você vive em seu país, com seu povo, muito bem, mas você trabalha pelo menos 40 horas por semana, você está amargurado com o que está acontecendo ao seu redor, você talvez até não vê seus filhos que provavelmente estão aos cuidados dos outros porque você não tem tempo para passar com eles.

O estado, que, por sinal, é sustentado pelo que você paga, está em constante crescimento e tende a ocupar e regular todas as facetas de nossas vidas.

Esse estado, esse governo que alega ser legítimo porque os cidadãos votam nele uma vez a cada quatro anos, trata você como um suposto criminoso, controla tudo que você faz, educa seus filhos (claro que não confia em você para fazê-lo) e muda sem cerimônia o suposto contrato social, tirando cada vez mais do que você tinha originalmente a cada ano que passa e vendendo-lhe uma suposta segurança que, como vimos durante a crise do Coronavírus, não era nem remotamente real.

Você sabe que você poderia manter todas as coisas boas em sua vida atual e se livrar das ruins?

Assim, temos o caso de Jorge, uma das recentes adições à rede Staatenlos - no caso, a nossa versão em Espanhol, a Librestado. Ele partiu e deixou a Espanha com sua esposa e duas filhas pequenas (muito pequenas) para a Costa Rica.

Desta forma, ele se livrou dos impostos, da obrigação de usar uma máscara em locais públicos, e o mais importante: do estresse.

Na Espanha, ele vivia em um apartamento compartilhado, levava sua filha para uma escola pública com a qual não estava feliz, mas não queria pagar duas vezes por uma escola (a pública por via impostos, sem poder de escolha, e a privada), e, pela mesma razão, usava o sistema de saúde pública que também não lhe convinha.

Agora, na Costa Rica ele encontrou em uma semana uma escola privada para suas filhas, no meio da natureza, com uma fazenda, piscina..., justo a educação que sonhava para suas filhas. Além disso:

  • Agora vive em uma casa com piscina e jacuzzi, tem um carro para se locomover, bom tempo o ano todo, e convive com gente aberta e amigável...
  • Jorge finalmente percebeu que pode viver confortavelmente, tudo por menos do que pagava na Espanha e com a satisfação de não ser obrigado a dividir a metade do que ganha com um estado paternalista.
  • Ele conseguiu entrar na Costa Rica sem sequer precisar de um teste de COVID, sem quarentena ou papelada complicada e descobriu que os turistas lá recebem o tapete vermelho.
  • Os únicos requisitos de entrada atualmente são ter um seguro de saúde que o cubra COVID e preencher um formulário com informações sobre sua saúde. E o caso do Jorge, é claro, não é único.

Há muito mais pessoas que deram esse passo, indo para a Costa Rica ou outros países. Na Settee, tivemos o prazer de atender dezenas de pessoas já no nosso primeiro ano - Brasileiros e Portugueses; autônomos, trabalhadores e empresários; solteiros e com família; enfim, todo tipo de pessoa que está fazendo seus planos pelo mundo todo.

Mas de volta a você que ainda está em seu país de origem:

Você sabe quanto custa passar esses 183+ dias em seu país de origem?

Imagem de uma calculadora ao lado de faturas ou boletos

Nós brincamos com várias calculadoras on-line e rapidamente calculamos para você (Esses números são aproximações feitas rapidamente, se você quiser saber a quantia exata de quanto tiraram de você, você mesmo terá que procurar, na sua declaração de impostos e no balanço de sua empresa, é claro).

Fizemos isso partindo do princípio de que você não tem filhos e está empregado (se você é autônomo ou empresário, a situação muda um pouco a seu favor ou desfavor).

Se você vive no Brasil e recebe, por exemplo, 8.500 reais brutos por mês (pouco menos de 1.500 USD), então suas contas seriam as seguintes:

Você está recebendo R$8.500 brutos por mês, dos quais você paga R$752 em previdência social e R$1.261 em impostos, deixando você com R$6.487 líquidos. Quase 24% levado de ti.

24% para alguns pode não parecer muito, mas tenha em mente que para receber esse dinheiro, seu empregador terá pago R$2.448 adicionais para você receber o salário de R$8.500.

Em outras palavras, para que sobrem para você como residente no Brasil os R$6.500 líquidos (1.145 USD), a empresa deve ter pago R$11.000 por ti, de modo que o que você está deixando na mesa (previdência social e impostos) com uns míseros 1500 USD por mês seria 40% do seu dinheiro!

Se você vive em Portugal e ganha 2.000 euros por mês (cerca de 2250 USD), então sua conta funciona assim:

  • Todos os meses você se deixa 439€ pesos em impostos e outros 220€ em seguridade social, de modo que líquido lhe sobram 1.341€, cerca de 32.9% de imposto.
  • Naturalmente, ainda existe a parte oculta da seguridade social paga pelo empregador.
  • Por se dizer, o empregador paga 2.475€ (quase 2.800 USD) para você acabar ficando com 1.341€. São 45.8% que você deixou na mesa com um salário líquido mensal de 1341€.

Se você vive em Angola e ganha 550.000 kwanzas brutos por mês (pouco menos de 1.000 USD), então a situação é a seguinte:

  • Seu salário bruto é de 550.000 Kz, dos quais após o pagamento de impostos e contribuições à seguridade social você fica com 407,729 Kz.
  • Em Angola, para o empregador te pagar isso ele precisa pagar 44.000 Kz em seguridade social, então ele teve que te pagar 594.000 Kz para você terminar com 407,729 Kz por mês.
  • Neste caso, deixaremos 186,271 Kz para o estado, ou seja, 31.4%.

E, é claro, ainda há espaço para piorar.

Há países onde são pagos mais impostos, exemplos que nossos países de origem podem facilmente usar para explicar por que eles devem mudar seus sistemas e aumentar os impostos. De qualquer forma, não esqueçamos que esses são apenas impostos de renda.

A eles você teria que adicionar o imposto sobre grandes fortunas (se o seu país tiver e você tiver dinheiro suficiente), impostos sobre imóveis (se você tiver algum imóvel), imposto sobre ganhos de capital (se você investir), diferenças no câmbio oficial e IOF (se você residir no Brasil e mover dinheiro para fora), impostos municipais, taxas administrativas... e, em todos os casos, impostos indiretos sobre praticamente tudo que você comprar (especialmente o famoso IVA de 23% em Portugal e o ICMS, IPI e ISS no Brasil).

Aliás, ao contrário do que muitos pensam, o IVA não é uma preocupação sua apenas como pessoa física, mas também como empresa, pois é dinheiro que o seu cliente está disposto a pagar pelo que você oferece, mas você deixa de receber. O pior desse imposto indireto que inventaram (e desde então não parou de subir) é que você sempre paga, mesmo com prejuízo!

Mas vamos voltar aos nossos casos. Como dissemos, na realidade, não são apenas 40% dos impostos para ter seus 1.500 USD por mês, mas esses 1.500 se converterão em algo entre 1200 e 1300 devido aos impostos indiretos, e se você tiver a feliz ideia de investir em algo porque se esforça economizando, o risco de perder o que investiu é seu, mas caso a jogada dê certo, o estado estará esperando pacientemente (15% a 22.5% no Brasil, 28% em Portugal).

E agora, repetimos:

Você pode continuar a ter o que é bom no seu país de origem e tirar o que é ruim!

Se você quer saber como, aqui está um artigo com vários exemplos, talvez você encontre um que possa ser aplicado em sua vida: 19 exemplos práticos de otimização fiscal.

Você pode ir para o Chipre, Malta, Portugal (regime RNH), República Tcheca, Panamá, Costa Rica, Uruguai, Tailândia, Malásia, Emirados Árabes... e muitos outros países que apresentamos em nosso blog.

Mas a grande questão é: O que fazer com meus filhos, parceiro(a) ou mesmo pais mais velhos?

Com o dinheiro economizado em impostos, você compra um iate, uma escola itinerante, tudo o que precisar. Brincadeiras à parte, além da economia de impostos que pode ser usada para financiar uma vida melhor para seus filhos, parceiro(a) ou pais, acima de tudo, você pode passar mais tempo com eles, porque trabalhará metade ou menos para ganhar o mesmo que ganhava.

Quanto aos seus pais, traga eles junto ou pague a eles as passagens para irem te ver e aos teus filhos onde quer que esteja.

Não quer morar longe? Existem várias opções boas na América Latina para Brasileiros, Europa para Portugueses e mesmo na África para Angolanos, Moçambicanos, Cabo Verdianos e São Tomenses.

E para o resto da sua família e amigos, enfim, você ainda tem 5 meses para ficar no seu país de origem sem se tornar residente fiscal.

E, claro, deixar de ser residente fiscal em seu país de origem não significa que você não possa ir ou passar tempo lá. Repetindo, na maioria dos casos, você ainda pode passar até 5 meses por ano lá!

Como fazer tudo isso?

Como sempre, podemos ajudá-lo a planejar sua partida de uma maneira que faça tudo funcionar e, se você estiver disposto a isso, teremos prazer em ajudá-lo com sua partida em uma de nossas consultorias.

Precisa de ainda mais razões para se decidir e dar o próximo passo?

Dê uma olhada nestes artigos: temos escrito sobre os diferentes impostos e como eles são gastos, exemplificados pelo grande estado alemão. Se você ainda não conseguiu convencer sua família ou parceiro de que precisa se libertar das correntes do Estado, talvez estas leituras agradáveis ajudem.

Espero que este artigo ajude a entender por que o pagamento de impostos NÃO é moralmente aceitável e te impulsione a ir em frente.

Porque a sua vida te pertence!

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