Carreira Internacional: Como Conseguir Trabalhar no Exterior e Revalidar o Diploma

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8 min
Publicado em:
10/11/2022
Última Atualização em:
1/12/22
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Temas Abordados Neste Artigo

Introdução

Nas nossas redes sociais, uma das perguntas que mais recebemos é “Como que eu consigo trabalho no exterior?”. 

Se você é um profissional de uma área onde o trabalho remoto é possível e comum, como TI, vendas, marketing, ou design, a situação é bem mais fácil. Na nossa própria página de recomendações, passamos por grandes plataformas de busca de trabalho remoto.

Mas como fica a situação de quem é um trabalhador presencial, como um marceneiro, professor de artes marciais, médico ou algo do tipo?

É isto que vamos abordar hoje. 

As opções de imigração para o trabalhador presencial

Imagem de um eletricista em plena atividade profissional

Comecemos a enumerar as opções de imigração que o típico trabalhador presencial tem:

  1. Mercosul/CPLP/EU
  2. Vistos de estudante que permitem trabalhar
  3. Vistos auto patrocinados
  4. Vistos patrocinados por empresa

Vamos uma por uma.

Mercosul e União Europeia

Se você é cidadão brasileiro, seu passaporte te dá liberdade de ir, viver e trabalhar em qualquer país de dois grandes blocos: O Mercosul (países da América do Sul) e a CPLP)

Dessa lista, os mais interessantes para Brasileiros são geralmente Portugal, Chile e o Uruguai, porém outros países podem ser interessantes para ramos específicos – Paraguai para agricultura ou Angola para petróleo, por exemplo. 

Muitos brasileiros também têm direito à cidadania europeia por descendência (se você quer averiguar se tem ou não, entre em contato). 

Com o passaporte europeu, você também tem liberdade para se mudar e trabalhar em pé de igualdade em qualquer país da UE. Estes são:

Países com alta qualidade de vida e bom nível de renda. O que mais pode pedir?

Mas e se você não quiser esses países, ou não tem uma cidadania europeia?

Vistos de Estudante que permitem o trabalho

Uma opção muito popular para brasileiros é emigrar para outro país como estudante, e por lá obter um trabalho meio período até encontrar uma oportunidade que permita trabalhar em tempo integral e trocar para um visto de trabalho regular.

Você vai para o país para fazer um intercâmbio estudantil, estudar idiomas ou mesmo iniciar uma faculdade. Muitos países permitem aos estudantes trabalharem localmente, às vezes com um limite de horas semanais. Tendo uma oportunidade que ultrapassa o limite de horas, você teria então de trocar para um visto de trabalho.

Alguns países populares para isso incluem:

  • Alemanha: Alunos de cursos de idiomas podem trabalhar somente no período das férias.
  • Austrália: Estudantes podem trabalhar, durante o curso, até 20 horas por semana e em tempo ilimitado nas férias. Restrição não se aplica a mestrandos e doutorandos
  • Canadá: Apenas para estudos com duração maior a 6 meses
  • Estados Unidos: Apenas para estudos em tempo integral e de longa duração. É permitido trabalhar apenas dentro do campus no primeiro ano de curso. Após isso, pode procurar emprego fora do campus, desde que relacionados aos estudos
  • Espanha: Apenas para quem tem visto com duração mínima de 6 meses
  • Irlanda: Apenas para quem está matriculado em um curso reconhecido pelo governo irlandês com duração superior a 25 semanas.
  • Nova Zelândia: Apenas para estudos com duração mínima de 14 semanas 
  • Reino Unido: Apenas para estudos com duração maior que 6 meses

Vistos Auto patrocinados

Certos países possuem categorias de visto para profissionais que querem imigrar e buscar emprego local, mas ainda não possuem vaga de emprego.

Portugal, por exemplo, possui um visto de procura de emprego que permite ao indivíduo residir em Portugal por 6 meses enquanto procura uma vaga de trabalho. O visto é emitido por 120 dias, e pode ser estendido por mais 60 dias.

Já no caso de quem quer morar nos Estados Unidos, profissionais altamente qualificados podem optar pelo visto EB2-NIW, patrocinando o próprio visto sem uma oferta de emprego.

Além de dispensar o processo de Labor Certification, extremamente burocrático e custoso para as empresas americanas, o visto leva o aplicante diretamente ao Green Card, documento de permanência no país com validade de 10 anos – um caminho óbvio à cidadania americana.

A primeira subcategoria do visto (Advanced Degree) determina que o aplicante tenha ao menos 5 anos de experiência progressiva em sua área, após o término de uma graduação de bacharel e/ou nível de pós-graduação.

Já na segunda (Excepcional Ability) o aplicante potencialmente elegível possua no mínimo três dentre os seguintes aspectos de qualificação:

  1. Graduação concluída
  2. Comprovação de ao menos dez anos de experiência na área
  3. Licença para a prática profissional quando assim for exigida
  4. Remuneração acima da média do mercado (o que, segundo o entendimento da USCIS determina que a qualificação do profissional também é acima da média)
  5. Ser membro de uma associação profissional e, quando possível, apresentar outras evidência relativas à sua qualificação, tais como aparição em mídia, certificados, cursos extracurriculares, artigos publicados, participação em palestras, Congressos e Simpósios ou ter tido o seu trabalho reconhecido por empresas, profissionais ou entidades governamentais.

Se você gostaria de confirmar se seria elegível ao EB2-NIW, basta entrar em contato que te encaminharemos aos nossos parceiros nos EUA para avaliação de currículo.

Já se você pretende iniciar um negócio ou trabalho autônomo próprio, praticamente todos os países possuem alguma variante de visto de profissional autônomo ou empresário. 

  • Duas opções bem populares para autônomos na União Europeia são a Hungria e a República Tcheca
  • Outras opções populares europeias, mas não na UE, são Montenegro e a Geórgia.
  • O Panamá tem um visto bem acessível para aqueles que desejam abrir uma empresa local.
  • Aqueles que querem iniciar um negócio na Ásia e Oceania podem olhar para as Filipinas ou a Nova Zelândia
  • Os Emirados Árabes também têm vistos para profissionais autônomos e empresários que querem viver em cidades globais como Dubai e Abu Dhabi

Tendo interesse em qualquer uma dessas opções, você pode sempre entrar em contato.

Vistos de Empregado

Fora as opções descritas acima, será necessário na maioria dos casos ter uma empresa de fora te contratando para ir trabalhar fora.

  • Nesse caso, você aceita uma oferta de emprego em um país no exterior e a empresa patrocina o seu visto para o país.
  • Alternativamente, você já trabalha para uma empresa multinacional, e aceita ou negocia uma realocação para outro país em que a empresa está ativa

A parte burocrática e imigratória é geralmente realizada junto com a empresa, de forma que você geralmente não vai precisar de apoio de outras empresas de advocacia ou relocação.

Como atrair ofertas de emprego no exterior

Agora você deve estar se perguntando: mas como que consigo que as empresas me ofereçam oportunidades de trabalho no exterior?

Imagem de um encontro ou reunião de trabalho

Aqui, você precisa fazer um planejamento de carreira. Não entraremos em muitos detalhes nessa seção, mas daremos algumas dicas.

Foque nos seguintes pontos:

  1. Qualifique-se em uma área de demanda nos seus países de interesse. Isso inclui experiência profissional, certificados, estudos, projetos, etc.
  2. Construa um bom currículo, coloque-o em inglês (ou no idioma do seu país de interesse) e o envie ativamente para vagas de interesse
  3. Mantenha um perfil atualizado e profissional no LinkedIn. Foto limpa, tenha 500+ contatos por questão de status, considere adquirir o LinkedIn Gold. Use essa e outras plataformas online ativamente para busca de trabalho.
  4. Participe de meet-ups, conferências, webinars etc. da sua indústria para botar o seu nome no mercado e conhecer pessoas que podem te recomendar no futuro. Networking é chave.

Tendo interesse em países específicos, é bom já ir aprendendo o idioma do país, ficar de olho e aplicar para vagas especialmente de lá. Ajudaria também a viajar para conferências da sua área por lá.

Dependendo da sua área, o requisito do idioma local é menos relevante. Por exemplo, você não precisa saber alemão para trabalhar com programação na Áustria – para isso, o inglês serve.

Mas e a revalidação de diploma?

Aqui está outro grande medo que impede muitos de irem morar no exterior. A temida “revalidação de diploma”.

Para uma grande parte das profissões, isso nem é um tema. Você não precisa revalidar seu diploma para poder atuar como programador ou com marketing digital, nem para ser pedreiro ou abrir uma barbearia.

Imagem de estudantes comemorando suas graduações

A revalidação de diploma e o ingresso em ordens profissionais é um tema que afeta profissões mais reguladas pelo governo, especialmente na área da saúde (medicina) e no direito.

Aqui, vale mencionar o seguinte:

  • Para brasileiros, a revalidação é facilitada em Portugal, devido ao tratado de amizade entre os países. Profissionais do direito não precisam revalidar diploma, portanto exercer a advocacia é super simples. A revalidação para a área da saúde e outras profissões também é simplificada. Falamos disso no nosso podcast sobre vistos em Portugal.
  • Em outros países da CPLP, ainda se tem a vantagem de não precisar fazer a tradução juramentada de nenhum documento, o que poupa tempo e dinheiro.
  • Além disso, o Mercosul tem diversos acordos de integração educacional, o que facilita o processo dentro dos países do bloco.

Por exemplo, profissionais do Direito de países do Mercosul não precisam revalidar o diploma para atuar em países do bloco. Isso ocorre desde 2004, quando o projeto do Coadem (Conselho dos Colégios e Ordens de Advogados do Mercosul) foi aprovado. O mesmo se aplica para profissionais da área da saúde, como médicos.

Ou seja, aqui novamente o Mercosul e a CPLP (especialmente Portugal) são as opções mais fáceis. Uma vez revalidado em Portugal, isso também facilita o processo para atuar em outros países da Europa.

Fora isso, o grau de dificuldade varia de país para país, mas um país geralmente fica no topo da lista como o mais complicado: Os Estados Unidos. 

A quantidade de informações online em português e de profissionais que podem dar apoio com o processo de revalidação está diretamente ligada aos países de interesse dos brasileiros.

  • Você encontra mais informações para os países desenvolvidos de língua inglesa, como: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Irlanda, etc.
  • Outros países europeus como Alemanha, Espanha e Itália também tem bastante informação e apoio disponível
  • Algumas opções em outros continentes, como Emirados, também são populares.

Para todos os países dessa lista e Portugal, temos parceiros que podem te auxiliar nesse processo. Basta entrar em contato.

Conclusão

Com isto, você está municiado com as informações que precisa para começar a sua jornada de trabalho internacional.

Seja agora na busca de trabalho, no planejamento de carreira ou na revalidação de diploma, você sabe o que tem que fazer. 

Se você precisar de ajuda no processo de imigração, saiba que pode contar com a nossa rede de parceiros para te ajudar.

E claro, se precisar de nossa ajuda para entender suas opções, avaliar os prós e contras e se estruturar de forma a pagar o mínimo de imposto possível, basta agendar uma consultoria conosco.

Porque a sua vida te pertence!

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